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Três anos/Governo: “Sector da agricultura tem sido colocado de lado” – agricultores da Ribeira Seca 23 Abril 2019

O Governo “não tem apostado na agricultura e tem colocado este sector de lado”, disse à Inforpress o presidente da Associação Agro-Barragem, da zona da agrícola de Ribeira Seca, em Santa Cruz (ilha de Santiago), Carlos Tavares.

Três anos/Governo: “Sector da agricultura tem sido colocado de lado” – agricultores da Ribeira Seca

Abordado a propósito dos três anos de mandato do Movimento para Democracia (MpD, poder), comemorado esta segunda-feira, 22, Carlos Tavares diz esperar que nos dois últimos anos que faltam que o Governo aposte na agricultura, tendo em conta que não é somente os agricultores que beneficiam da mesma, mas toda a população cabo-verdiana.

Conforme lembrou, tendo em conta que a seca assolou por dois anos consecutivo o país, os agricultores esperavam outra medida por parte do Executivo, como por exemplo perfurações de novos furos e reactivação dos existentes.

Sobre a reactivação dos dois furos existentes nas imediações da barragem de Poilão, o entrevistado da Inforpress deu “o benefício da dúvida” ao Governo, que prometeu solucionar o problema.

É que, segundo ele, com a reactivação dos dois furos vão conseguir enfrentar mais um ano de seca e que vão poder cultivar as suas parcelas de terra, tendo em conta que nessa ribeira todos vivem da agricultura e da criação de gado.

Questionado se as políticas e medidas do Governo para agricultura não tem correspondido às suas expectativas, Carlos Tavares respondeu que “até o momento não”, tendo informado, por outro lado, que há estudos para realização de novos furos, que, disse esperar, não fique “apenas em mais um estudo”.

Segundo ainda a Inforpress, o líder associativo disse esperar que até o final do ano que o Governo aposte na reactivação dos dois furos existentes e na própria ribeira nas imediações da barragem, que no seu entender encontra-se “praticamente abandonada”.

Tendo em conta que nessa ribeira alberga a primeira barragem construída no país e que acabou por esgotar-se, lamentou o facto de o Governo, sobretudo a delegação e o Ministério da Agricultura e Ambiente, “não ter feito nada a tempo para os ajudar” na resolução do problema de água, que segundo ele passa pela recuperação dos furos existentes.

Conforme defendeu, se na altura o Governo tivesse avançado com a concretização de novos furos de prospecção de água para a agricultura, nas imediações da barragem, a seu ver iam enfrentar a seca e que não iam perder as suas parcelas de terra.

Entretanto, Carlos Tavares congratulou-se com o facto de o Governo os ter autorizado a utilizar a água da barragem de Poilão que, segundo indicou, hoje os tem ajudado a recuperar os campos.

Relativamente ao plano de mitigação, apesar de “chegar atrasado” permitiu salvar os seus animais.

A associação, conforme lembrou, tem apresentado vários projectos para financiamento, mas que até agora não recebeu “feedback positivo” por parte do Governo.

Por outro lado, a mesma fonte diz esperar que nos dois últimos anos de mandato o Governo venha apostar no sector, e, no caso dessa ribeira, que dê mais furos, para que possam cultivar os seus campos, tendo em conta que toda a comunidade vive da prática da agricultura e da criação de gado.

Considerando que em Santiago Norte a agricultura, a pesca e a pecuária são tidos como “sectores chave” do desenvolvimento, cuja maioria da população vive destes sectores, a Inforpress tentou ouvir outras associações ligadas a estas áreas, mas estes declinaram o convite.

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