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Tribunal da Praia iniciou hoje o julgamento de 11 cidadãos russos acusados de tráfico ilegal de droga 28 Janeiro 2020

O Tribunal da Comarca da Praia iniciou hoje o julgamento de 11 cidadãos russos, de idade compreendida entre os 39 e 76 anos, acusados de tráfico ilegal de droga.

Tribunal da Praia iniciou hoje o julgamento de 11 cidadãos russos acusados de tráfico ilegal de droga

O capitão do navio “ESER”, de bandeira panamenha, foi o único dos arguidos a ser ouvido esta manhã pelo colectivo de juízes, que está a julgar o caso.

O advogado de defesa Martinho Landim, na sua nota prévia, lamentou a morte, no passado dia 14 de Janeiro, de um dos acusados, que segundo ele, esteve “gravemente doente” e, por isso, evocou a necessidade de se respeitar os direitos humanos, mesmo para aqueles que estejam encarcerados, porque, defendeu, uma pessoa presa “não perde os seus direitos”.

O caso de apreensão de cerca de dez toneladas de cocaína de “elevado grau de pureza”, no Porto da Praia, remonta a Janeiro do ano passado, quando 12 cidadãos de nacionalidade russa foram detidos a bordo do navio ESER, que tinha Marrocos como destino final.

Segundo a Polícia Judiciária cabo-verdiana (PJ), o cargueiro, que deu nome à operação, transportava a droga, oriundo da América do Sul, e tinha como destino a cidade de Tânger, no norte de Marrocos.

O barco, conforme consta, fez uma escala no Porto da Praia para cumprir os procedimentos legais relacionados com a morte a bordo de um dos tripulantes, mas a PJ garantiu que já tinha informações que se tratava de uma embarcação suspeita.

Os 12 cidadãos russos foram colocados em prisão preventiva até ao julgamento, mas um deles morreu esta semana no Hospital Agostinho Neto, na Praia, de causas naturais, de acordo com informações avançadas pela agência Lusa, citando o advogado de defesa, Martinho Landim.

O Ministério Público cabo-verdiano acusa os arguidos de crimes de tráfico de estupefacientes agravado em coautoria material e concurso real com um crime de adesão à associação criminosa.

Como pena acessória, a justiça cabo-verdiana pediu ainda a “expulsão judicial dos arguidos do território cabo-verdiano”.

Foi ainda pedido que sejam declarados como “perdidos a favor do Estado” todos os objectos, bens e produtos apreendidos no âmbito da operação.

A operação “ESER” foi desenvolvida na sequência de um processo de instrução resultante da troca de informação operacional com o MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics), com sede em Lisboa. A Semana com Inforpress

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