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Tribunal da Ucrânia pede perpétua para russo Vadim de 21 anos, 1º réu de milhares de crimes de guerra 20 Maio 2022

O sargento russo Vadim Shisimarin, de 21 anos, dentro dum tanque-de-guerra e armado com uma Kalashnikov atirou a matar sobre um homem desarmado, de 62 anos, que ia entrar em casa numa vila no nordeste da Ucrânia. Em tribunal esta quinta-feira, pediu perdão à viúva que reagiu: "Deixem-no apodrecer na cadeia".

Tribunal da Ucrânia pede  perpétua para russo Vadim de 21 anos, 1º réu de milhares de crimes de guerra

Vadim Shisimarin, apesar da idade, estava ao comando do veículo blindado com um total de cinco militares. Natural da Sibéria,‎‎ estava no serviço militar em Moscovo quando foi destacado para a "operação na Ucrânia", eufemismo com que Putin designa esta guerra.

Em tribunal, sempre cabisbaixo Vadim declarou-se na quarta-feira culpado do assassinato do sexagenário pai de um filho de 27 anos e duas vezes avô. Mas tentou justificar-se, com a verdade ou a mentira: "Não queria, fui ameaçado por outro soldado".

A viúva, Katerina Chalipova, depôs em tribunal que ouviu os tiros que vinham do jardim. "Corri para o meu marido, ele estava já morto. Com uma bala na cabeça. Gritei, gritei tanto". O marido, explicou, estava vestido à civil e não tinha arma.

O militar russo sem encarar a viúva da vítima disse: ‎"Reconheço a minha responsabilidade (...). Peço que me perdoem". Mas a viúva gritou: "Não tens perdão. O que é que sentiste quando mataste o meu marido? Agora arrependes-te? Deixem-no apodrecer na cadeia!".

Sem apoio da Rússia

O soldado a mais de três mil quilómetros de casa não pôde contar com a ajuda do seu país.

O Kremlin disse que não tinha informações sobre o julgamento, explicando que a falta de representação diplomática na Ucrânia limitava a sua capacidade de prestar assistência jurídica aos acusados.‎

O julgamento do crime ocorrido ao quinto dia da invasão russa, 28 de fevereiro, está a atrair as atenções do mundo no momento em que o TPI-Tribunal da Haia já está no terreno a investigar a denúncia de que a Rússia cometeu mais de dez mil crimes de guerra.

Fontes: Le Monde /AFP. Fotos (Captadas do You Tube): No tribunal da vila de Chupakhivka, o réu dentro duma divisória envidraçada esteve o tempo todo de cabeça baixa. Ora a ouvir o juiz, ora a viúva ou a advogada oficiosa.‎

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