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Tribunal ordena soltura de Fidel Tavares: Advogado de defesa alerta para «atitude quiçá persecutória e abusiva» do Procurador Patrício Varela 08 Novembro 2018

O Tribunal ordenou que emitisse a ordem de soltura do ex-Director Geral dos Serviços Penitenciários e Reinserção Social, Fidel Tavares, por considerar como adequado o TIR, não acompanhando a proposta do Procurador da República Patrício Varela que tinha requerido a prestação da caução. O anúncio é do advogado de defesa, feito esta quarta-feira, depois de concluídas as audiências judiciais, realizadas na Praia. Henrique Veiga realça que esta é a segunda detenção de Tavares ordenada pelo PGR referido sem indícios sérios nem provas, suspeitando, por isso, ser uma «atitude quiçá persecutória e abusiva, para, possivelmente, confundir a opinião pública ou talvez em proveito de interesses pessoais e/ou de grupo, confessos ou velados».

Tribunal ordena soltura de Fidel Tavares: Advogado de defesa alerta para «atitude quiçá persecutória e abusiva» do Procurador Patrício Varela

O advogado da defesa esclarece que na instrução liderada por Patrício Varela não se provou quando, como e porquê Fidel Tavares tenha utlizado, em proveito próprio ou de terceiros, o valor de 893.477$00, requisito este fundamental para que exista crime de peculato.

«Note-se que, e deve-se tirar as ilações que couber, esta é a segunda vez que o Dr Patrício Varela determina a detenção do Dr Fidel Tavares por suspeita de prática de crimes, quando objectivamente se constata que não existem quaisquer indícios sérios, muito menos provas que sustentam as detenções, atitude esta quiçá persecutória e abusiva, para possivelmente confundir a opinião pública ou talvez em proveito de interesses pessoais e/ou de grupo, confessos ou velados», lê-se no comunicado lido por Henrique Veia e que o Asemanaonline teve acesso.

Desmentido e defesa de valores

Desmentido notícias postas a circular por certos órgãos da imprensa – o Asemanaonline não faz parte desse grupo – o documento assevera que nunca Fidel Tavares foi condenado a pagar qualquer valor ao Estado, nem corre contra ele três processos crimes por peculato.

«Os valores éticos, morais e outros que lhes foram transmitidos pelos pais, impõem ao Fidel Tavares que, no decurso da sua actividade profissional, se pactue pelo escrupuloso cumprimento da lei, de princípios de rigor, transparência e legalidade, donde não se permitia, em caso algum, apoderar-se de bens alheios, muito menos bens e interesses do Estado, alegadamente em causa no presente processo», faz questão de realçar Henrique Veiga.

Este jornal pode retomar esta matéria, caso o Procurador-Geral da República Patrício Varela venha reagir às críticas proferidas pelo advogado da defesa do processo em causa.

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