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Brasil: Tribunal suspende presidente de câmara brasileiro por incentivar protestos antidemocráticos 08 Dezembro 2022

O juiz Alexandre de Moraes determinou esta quinta-feira o afastamento do presidente de câmara de uma cidade do estado brasileiro do Mato Grosso por encorajar atos de distúrbio social, como a ida de camiões a Brasília.

Brasil: Tribunal suspende presidente de câmara brasileiro por incentivar protestos antidemocráticos

“Alexandre de Moraes determinou o afastamento do cargo, por 60 dias, do prefeito de Tapurah (MT), Carlos Capeletti, por encorajar atos de distúrbio social, como a ida de camiões a Brasília, ‘com a inequívoca intenção de subverter a ordem democrática’”, lê-se numa nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), citada pela Lusa.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, Carlos Capeletti terá gravado vídeos a convocar empresários a viajarem a Brasília para participarem nos protestos que apelam às Forças Armadas que intervenham de forma a impedirem a tomada de posse de Lula da Silva como Presidente no dia 01 de janeiro de 2023.

Alexandre de Moraes determinou ainda que 177 veículos, identificados pelo Ministério Público, “utilizados nos atos antidemocráticos” terão de pagar uma multa de cerca de 25 mil euros, além de uma multa de quatro mil euros aos proprietários.

Os protestos contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas presidenciais de 30 de outubro e a favor de uma intervenção militar continuam com alguma força, com milhares de manifestantes a concentrarem-se em frente a quartéis em vários estados brasileiros.

Segundo ainda a Lusa, a maior manifestação concentra-se em Brasília, em frente ao quartel-general: O acampamento com tendas a perder de vista mais se assemelha a uma pequena cidade, que vive e persiste em paralelo ao resto do país, foi montado há cerca de um mês, na noite da vitória de Lula da Silva nas presidenciais e desde então tem evoluído, transformando-se praticamente numa cidade.

Aqui a missão é impedir a tomada de posse de Lula da Silva a 01 de janeiro, lutar contra os perigos do comunismo, do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, da ’ditadura do judiciário’, da ideologia de género e pela manutenção da liberdade de expressão. Para que tal aconteça, consideram os ’resistentes’, é necessário uma intervenção militar que reverta um processo eleitoral que dizem ter sido fraudulento.

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