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10 anos de Kim 3º — 30 meses sobre “Excelente carta” EUA-N.Coreia 15 Dezembro 2021

Faz agora dez anos que o súbito falecimento de catapultou o jovem, inexperiente Kim Jong-Un para o poder e desde então ele entrou na web-esfera como um dos pólos divisivos que ameaçam a paz no mundo. No centro, os impasses na desnuclearização.

10 anos de Kim 3º — 30 meses sobre “Excelente carta” EUA-N.Coreia

Dez anos da dinastia de Kim o terceiro, inaugurada com o súbito falecimento do pai em 17 de dezembro de 2011. O mundo passou então a ter notícias constantes desse país todo envolto em secretismo.

Notícias espantosas: Kim na sua ascensão ao poder eliminou todos os seus oponentes. A justiça ao serviço do novo líder supremo determinou, por exemplo, a execução do próprio tio — que ameaçava a liderança (Coreia do Norte: Tia de Kim reaparece anos depois da execução do marido Chang Song-Thae, 27.jan.2020)

Entre guerras e tréguas de Trump e Kim, destaca-se a carta (foto) que o jovem presidente divulgou para expressar a sua satisfação: uma ‘excelente’ carta que o presidente Trump lhe enviou, noticiou a KCNA, a televisão estatal norte-coreana, nessa véspera de São João há dois anos e meio.

A festa de São João nada dirá às partes do título — Estados Unidos da América e Coreia do Norte —, mas os símbolos nacionais sim, tanto que a data de nascimento de Kim o terceiro da dinastia passou a ser um ano antes, 1982 em vez de 1983.

O objetivo: 1982 combina com duas datas simbólicas coreanas. Uma, os setenta anos da inauguração da dinastia pelo primeiro Kim, o avô Il-Sung. Outra, os quarenta anos natalícios do segundo, Kim Jong-Il.

A carta da foto: após as duas cimeiras ‘inconclusivas’ entre os dois presidentes, em junho de 2018 e em fevereiro de 2019, podem as cartas — a primeira, no início de junho de 2019, de Kim para Trump que a classificou como ‘uma belíssima carta’ — estaria a abrir um novo capítulo, mais feliz, nas negociações para a desnuclearização da península coreana.

Trinta meses depois, sabemos que as negociações para a desnuclearização da península coreana pouco avançaram, caindo num impasse quando na segunda cimeira, em Hanói, Vietname, os dois presidentes não conseguiram chegar a acordo sobre o que cada uma das partes teria de ceder para que a Coreia do Norte obtivesse algum alívio nas sanções que têm paralisado a sua economia.

O fracasso dos encontros Kim-Trump foi sem surpresa atribuído à outra parte. Os Estados Unidos acusaram a Coreia do Norte de intransigir na exigência de que, para obter o levantamento das sanções internacional, terá primeiro de abandonar todo o seu programa nuclear. A Coreia do Norte discorda e insiste que a desnuclearização terá de acontecer por etapas.

A Reuters referiu nessa sua edição de 23 de junho de 2019 ter sido impossível obter mais informações sobre em que data a carta terá sido enviada ou recebida. Ademais, a Casa Branca disse que nada tinha a comentar. O déjà-vu — nada de novo de leste a poente.

Fontes: Reuters/Arquivos. Foto (KCNA/Reuters).

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