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EUA:Trump defende adolescente acusado de matar manifestantes em Kenosha 01 Setembro 2020

O Presidente dos Estados Unidos saiu em defesa do adolescente de 17 anos acusado de matar duas pessoas e ferir uma terceira, com uma espingarda semi-automática, durante os protestos contra a morte do afro-americano Jacob Blake na localidade de Kenosha, no estado do Wisconsin

EUA:Trump defende adolescente acusado de matar manifestantes em Kenosha

Em conferência de imprensa, na segunda-feira, e na véspera de visitar Kenosha, Donald Trump argumentou que Kyle Rittenhouse “poderia ter sido morto” pelos manifestantes se não tivesse disparado a sua arma.

Acrescentou ainda que o adolescente – apoiante assumido do Presidente, de acordo com a sua actividade nas redes sociais – agiu em legítima defesa.

“Ele [Rittenhouse] estava a tentar fugir deles [dos manifestantes]. Depois caiu e eles atacaram-no com muita violência. Imagino que estivesse num enorme sarilho.

Poderia ter sido morto. Mas estamos a investigar”, disse o Presidente norte-americano.

Kyle Rittenhouse deslocou-se de Antioch – no estado vizinho do Illinois – até Kenosha, respondendo a um apelo emitido por grupos de milícias armadas civis, para ajudar as autoridades locais a conterem a terceira noite de protestos na cidade onde Blake foi atingido sete vezes nas costas, por um agente policial, em frente aos filhos, a 23 de Agosto, tendo ficado paraplégico.

Púlbico.pt ainda acrescenta que o adolescente disparou sobre três pessoas e é acusado de seis crimes, incluindo homicídio qualificado. A sua equipa de defesa – pertencente a uma sociedade de advocacia que tem como cliente o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani – vai argumentar, precisamente, que Rittenhouse agiu em legítima defesa.

A tomada de posição do Presidente dos EUA vai ao encontro da narrativa da recandidatura republicana à Casa Branca, que defende a necessidade de “lei e ordem” para pôr fim à violência registada em algumas cidades do país, na sequência dos protestos massivos contra o racismo e a violência policial nos últimos meses, iniciados com o assassínio de George Floyd pela polícia de Mineápolis (Minnesota).

Trump e o Partido Republicano argumentam que a violência é incentivada e promovida por “anarquistas” e pela “extrema-esquerda” que, por sua vez, são apoiados pelo Partido Democrata e pelo seu candidato, Joe Biden.

A principal mensagem de campanha do Presidente é a de que os EUA vão cair “na desordem e no caos” se os democratas vencerem a eleição presidencial de Novembro.

“A América nunca irá render-se à multidão, porque quando se é a multidão mandar, então a democracia está morta”, disse Trump, acusando Biden de estar dominado pela “multidão da esquerda”.

O Presidente deslocou-se a Kenosha, esta terça-feira, numa visita que se adivinha tensa e que deverá ser acompanhada por novos protestos, por causa das acusações da oposição de que Trump está a usar a tragédia e o crime para fazer campanha eleitoral.

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