"Tivemos a infelicidade de receber a notícia de que o meu pai, que estava em França, faleceu por causa de Covid-19. É assim. Neste momento não podemos fazer muito mais, e só esperar que haja um bocadinho de sorte, e que mais ninguém possa sentir o que nós sentimos".
Sobre a maneira como a situação afetou o seu quotidiano, o guarda-redes e treinador de guarda-redes refere: "Neste momento para nós não mudou muita coisa. A única coisa que mudou foi que as minhas filhas estão em casa. Mas no que me diz respeito, e também à minha mulher, não mudou muita coisa porque nós ainda vamos trabalhar. Claro que, quando estamos no trabalho, temos de tomar as devidas medidas, usar máscara, manter distância, lavar as mãos, e claro ter cuidado onde se toca", disse o internacional cabo-verdiano a jogar na primeira-divisão inglesa.
E como é que os britânicos lidam com a situação? José Veiga é crítico: "Há pessoas que infelizmente não respeitam a distância, o que aumenta o risco de contágio, caso estejam contaminados. Mas até agora temos tido sorte, e esperemos que assim continue. Claro que o receio está aí porque pode acontecer a qualquer um".
Primeiro-ministro mudou discurso
No Reino Unido, a pandemia do novo coronavírus matou até hoje (3ªfª, 28) mais de vinte e uma mil pessoas e já infectou mais de 157 mil. Entre estas, conta-se o primeiro-ministro.
Boris Johnson, diagnosticado a 27 de março, foi hospitalizado a 5 de abril. Nos dias seguintes piorou e esteve "entre a vida e a morte" (Reino Unido: Primeiro-ministro nos Cuidados Intensivos, 7-4). Ao deixar o hospital no dia 12, elogiou muito o sistema de saúde britânico e destacou os enfermeiros que cuidaram dele (PM deixa o hospital: "Devo a vida ao Sistema de Saúde",12-4).
No regresso, esta segunda-feira, 27, às suas funções, Boris Johnson que dantes minimizava o problema — a tal ponto que o país só impôs medidas após o primeiro-ministro ser diagnosticado — agora defende com firmeza as medidas de confinamento e afirma que "só se vai sair do estado de emergência quando tivermos mais certezas".
O Reino Unido é hoje (3ªfª, 28) o quinto país com o maior número de vítimas mortais no mundo, e o quarto europeu, com 21.092 óbitos.
Fontes: Rádio France International/ BBC/Website do Hednesford Town FC. Foto: O ’Tubarão-Azul’ José Veiga, internacional cabo-verdiano a jogar na primeira-divisão inglesa.
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