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Tunísia: 14 migrantes mortos e 139 resgatados em naufrágio 09 Mar�o 2021

Pelo menos 14 migrantes morreram na sequência de um naufrágio de duas embarcações ao largo das costas da Tunísia e outros 139 foram resgatados pela guarda marítima tunisina, informaram esta terça-feira, 09, as autoridades locais.

Tunísia: 14 migrantes mortos e 139 resgatados em naufrágio

Um porta voz da guarda nacional tunisina, Houcem Eddine Jebabli, precisou que as vítimas mortais são nove mulheres, quatro crianças e um homem. Segundo a mesma fonte, citada pela agência France Presse (AFP), estes migrantes, a grande maioria procedente de países da África subsaariana e que tentava chegar de forma irregular à Europa, foram deixados a bordo de duas embarcações precárias durante a noite.

Conforme escreve a Agência Lusa, as embarcações foram detetadas por unidades da guarda costeira tunisina e a operação de resgate ocorreu ao largo da cidade de Sfax, na zona leste da Tunísia. "As buscas ainda estão em curso para encontrar mais sobreviventes e corpos, e o número de mortos poderá aumentar", indicou o mesmo porta-voz.

De relembrar que a Tunísia está integrada na rota migratória do Mediterrâneo Central, encarada como uma das mais mortais, que sai igualmente a partir da Líbia e da Argélia em direção à Itália e a Malta. Esta rota tem sido utilizada por milhares de migrantes, sobretudo africanos e árabes que tentam fugir de conflitos, violência e da pobreza, que procuram alcançar a Europa através do mar Mediterrâneo.

“Apesar dos constrangimentos associados à atual pandemia da doença Covid-19 e das condições meteorológicas difíceis registadas na zona, as embarcações com migrantes a bordo continuam a zarpar todos os dias de países como a Tunísia com destino às costas europeias”, escreve a Lusa.

Convém ainda recordar que entre 01 de Janeiro e 21 de Fevereiro deste ano, pelo menos, 3.800 migrantes chegaram clandestinamente, via Mediterrâneo, às costas de Itália, de acordo com informações avançadas pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), especificando que destes migrantes, cerca de 1.000 partiram da Tunísia e outros 2.500 saíram da "vizinha" Líbia.

As saídas de embarcações precárias em direção às costas europeias têm-se multiplicado no último ano na Tunísia, país que atravessa uma grave crise política, social e económica, que se intensificou com a atual crise pandémica. Conforme dados oficiais, citado pela Lusa, cerca de 13.000 tunisinos conseguiram atravessar o Mediterrâneo e chegar às costas italianas em 2020, dos quais 1.400 eram menores de idade.”Outros 6.000 foram intercetados em alto mar pelas patrulhas marítimas tunisinas e foram posteriormente presentes a um juiz”, escreve a mesma fonte, acrescentando que a grande maioria tentava fazer a travessia em condições precárias, a bordo de botes de borracha.

Em Fevereiro, 22 migrantes de diferentes nacionalidades africanas que zarparam de Sidi Mansour (também no leste da Tunísia), não muito longe de Sfax, foram dados como desaparecidos, enquanto outros 25 foram resgatados pela Marinha tunisina a cerca de 100 quilómetros a noroeste da ilha italiana de Lampedusa. “Em janeiro, a Marinha tunisina também intercetou ao largo das costas do país um grupo de 50 migrantes, incluindo quatro tunisinos e várias pessoas oriundas da África subsaariana, que tinha partido igualmente de Sidi Mansour”, cita a Lusa.

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