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Tunísia de luto pelo primeiro presidente eleito, Beji Caid Essebsi 26 Julho 2019

Morreu na manhã de quinta-feira, 25, em Tunes, o presidente Beji Caid Essebsi, de 92 anos, que em 2014 foi eleito nas primeiras eleições livres do país. A Tunísia é tida como modelo da ’primavera árabe’, o movimento que os argelinos iniciaram ao reivindicarem empregos, liberdade e democracia em 2011 e inspirou o mundo árabe numa inovadora vaga que surpreendeu o mundo.

Tunísia de luto pelo primeiro presidente eleito, Beji Caid Essebsi

O presidente Essebsi, o mais idoso em funções a nível mundial, foi também o mais idoso a ser eleito aos 87 anos em 2014. Ele tinha sido escolhido como presidente interino após os vinte e sete dias de protesto que forçaram a saída do presidente Ben Ali, no poder desde 1987 e que transformara a Tunísia numa ditadura.

Essebsi foi um dos combatentes pela independência da então colónia francesa. Na República da Tunísia fundada em 1956, foi ministro da administração interna sob o presidente Habib Bourguiba.

Hospitalizado na quarta-feira, faleceu poucas horas depois. Há um mês fora internado após um problema grave de saúde, segundo fontes hospitalares. Mas o primeiro-ministro Youssef Chahed, à saída do hospital, pediu o fim das "fake news" sobre a saúde do presidente.

O presidente da Assembleia Nacional, Mohamed Ennaceur, assume funções de presidente interino.

Revolução de Jasmim 18.12.2010 – 14.01.2011


A revolução tunisina durou três semanas e seis dias, marcada pela resistência dos cidadãos com sucessivas manifestações de rua a pedir a demissão do presidente Zine El Abidine Ben Ali. Ao fim de anos sob o seu comando, a Tunísia estava a braços com altas taxas de desemprego, inflação alta, corrupção e repressão traduzida em grande número de prisioneiros políticos.

Bisneto de italiano capturado por piratas

O nome árabe Ismail Caid Essebsi fez esquecer que o homem assim chamado e importante líder mameluco, ancestral de vários membros da elite política na Tunísia, tinha nascido na Sardenha e levado cativo para a outra margem do Mediterrâneo.

Isso foi no início do século dezanove, quando o mar entre a Europa e a África estava infestado de corsários, protegidos pelos monarcas da região. Eram habituais as conversões ao islamismo de cristãos cativos.

Pela liberdade de opinião e expressão

O presidente tunisino esteve entre os sete dirigentes de sete países — Emmanuel Macron pela França, Beji Caïd Essebsi pela Tunísia, Carlos Alvarado pela Costa Rica, Erna Solberg pela Noruega, Justin Trudeau pelo Canadá, Macky Sall pelo Senegal e Saad Hariri pelo Líbano — que anunciaram a 14 de novembro último, numa tribuna no ’Le Monde’, que nos próximos meses iriam apresentar o programa de ação para promover nos seus países "a liberdade de opinião e expressão".

Fontes: Le Monde/Históricas. Foto: Manifestantes em abril pediam ao presidente para se recandidatar em novembro próximo.
Relacionado:"Nós, chefes de Estado e Governo pela liberdade de opinião e expressão" — Juramento de Macron mais seis, 14.nov.2018

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