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Turquia-Etiópia: Guerra em Tigré faz disparar venda de drones, €40 milhões de material militar em meses 26 Outubro 2021

€40 milhões em material militar turco exportado para a Etiópia só em menos de dez meses de guerra contra os separatistas de Tigré e a recente encomenda — que o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, assinou em Ancara — de drones armados Bayraktar TB2 para bombardeamentos aéreos marcam a intensificação da guerra fratricida.

Turquia-Etiópia: Guerra em Tigré faz disparar venda de drones, €40 milhões  de material militar em meses

A guerra em Tigray continua e o governo de Adis-Abeba fortalece-se, além do referido material militar, com a recente entrada de tropas de Eritreia a combater do seu lado.

Entretanto, segundo recente denúncia da ONU, a situação humanitária é catastrófica e o UNICEF reporta que cem mil crianças estão em risco de vida causado pela "subnutrição extrema".

A piorar a catastrófica situação humanitária, o governo central bloqueia o trabalho da organização, como se viu recentemente quando, em retaliação, Adis-Abeba expulsou sete quadros da ONU que trabalhavam na Etiópia, lê-se no site da organização.

Sucesso de drones armados

"Os nossos drones são admirados em todo o mundo", disse o presidente Erdoğan na entrada do ano. "Os UAVs [veículos aéreos automatizados] militares turcos estão a mudar os métodos da guerra e mudaram o curso da guerra na Líbia". A prová-lo está que sete empresas da Turquia integram agora o Top-100 mundial da indústria das armas militares, contra duas em 2016.

Está a florescer a indústria turca de armamento militar, tanto de iniciativa do Estado como a Turkish Aerospace Industries Inc., quanto a de iniciativa privada como a Bayrak responsável pela emergência turca na tecnologia bélica de ponta.

A imprensa internacional destaca a Bayrak impulsionada por Selçuk Bayraktar, alumnus e investigador do MIT antes de casar com a filha mais nova de Erdogan. Em sintonia com o sogro para atingir a ambicionada autossuficiência militar turca, o engenheiro de 41 anos criou a Bayrak que em 2020 ao serviço dos governos sediados em Trípoli e Báku devastou regiões rebeldes na Líbia e Azerbaidjão, aliados da Turquia.

E a guerra continua, liderada pelo Nobel da Paz

O governo liderado por Abiy Ahmed — o PM Nobel da Paz [que mandou] tropas fazer guerra em Tigray, 08.dez.020 — conta com os drones armados turcos para dominar os rebeldes na região nortenha de Tigré/Tigray onde os bombardeamentos que têm devastado a sua capital Mekele continuam agora com mais poder devido aos drones armados da Turquia.

Adis-Abeba está confiante nas provas dadas pelos UAVs junto dos aliados de Ancara na Líbia e no Azerbaidjão, ambos ricos em petróleo. É que os Bayraktar TB2 foram fundamentais para a vitória tanto do governo líbio sobre as forças de Haftar (Líbia: Rebeldes aproximam-se da capital — Governo versus Haftar versus ISIS, 17.mai.019) quanto do governo azeri sobre as forças arménias na disputa pela região caucasiana de Nagorno-Karabakh, enclave azeri ex-URSS na Arménia (Mediação russa do conflito Arménia-Azerbaidjão: "Penosa assinatura do acordo" de paz, diz PM arménio cuja demissão está a ser pedida na rua, 14.nov.020).

Fontes: AFP/DW.de/BBC/Al-Jazeera/...

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