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Turquia negoceia com Rússia para regresso do acordo de exportação de cereais 30 Outubro 2022

O Governo turco iniciou hoje negociações com a Rússia para que o país retome o acordo de exportação de cereais e fertilizantes com a Ucrânia, que abandonou no sábado, após denunciar um ataque de Kiev contra os seus navios.

Turquia negoceia com Rússia para regresso do acordo de exportação de cereais

Um responsável do Governo de Ancara, que pediu para não ser identificado, confirmou à Bloomberg que as negociações vão continuar na segunda-feira se não houver nenhum progresso ao longo do dia de hoje.

A mesma fonte afirmou que “há razões para otimismo”, apesar de a Rússia ter assegurado que a sua retirada do acordo, mediado na altura pela Turquia, teria um alcance indefinido.

O Centro de Coordenação Conjunta das Nações Unidas adiantou no sábado a impossibilidade prática de continuar com as exportações após Moscovo sair do acordo e confirmar que “não há protocolo vigente” para a movimentação de embarcações.

A Rússia anunciou, no sábado, a suspensão da sua participação no acordo sobre as exportações de cereais dos portos ucranianos após um ataque de ’drones’ (aeronaves não tripuladas e controladas remotamente) que visou a frota russa estacionada na baía de Sebastopol, na Crimeia anexada.

As Nações Unidas (ONU) comunicaram estar a envidar esforços para preservar o acordo, com a Ucrânia a acusar a Rússia do “falso pretexto” do ataque na Crimeia para justificar a suspensão do convénio, pressionando Moscovo para que “respeite as suas obrigações”.

O acordo, concluído em julho sob a égide da ONU e da Turquia, permitiu a exportação de vários milhões de toneladas de cereais retidos nos portos ucranianos desde a invasão russa em fevereiro, o que fez com que os preços dos alimentos disparassem, aumentando o receio da fome.

O Presidente russo, Vladimir Putin, subiu o tom das críticas ao acordo, apontando que as exportações da Rússia, outro grande produtor de cereais, estavam a ser prejudicadas pelas sanções.

A Crimeia, anexada em março de 2014 pela Rússia após uma intervenção das suas forças especiais e de um referendo denunciado por Kiev e pelo Ocidente, serve como quartel-general da frota russa do mar Negro e como base logística de retaguarda para a ofensiva russa na Ucrânia. A Semana com Lusa

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