NOS KU NOS

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Tuta x Cutis sobre ’bulliers’ 19 Julho 2020

A: ’Bulliers’, entendo que é próprio dos putos magoados que andam por aí sem serem diagnosticados e logo sem terapia adequada. Mas a cútis ... que tem o ’bullying’ a ver com a estética feminina?
B. Cutis, carrega no "s". Sobre os dois ’petit-noms’, traduze-os na língua de berço, para entender aquilo que o Gabriel Mariano dizia: "Uma prova da nossa familiaridade, mesmo em terra estranha", no teu caso a 11ª ilha.

Tuta x Cutis sobre ’bulliers’

A. Ah, o nominho, agora me lembro. Mas anda esquecido! Então temos o ex-primeiro e o atual primeiro, vinte e não quinze anos depois, num dérbi... Situa-me —

B. Onde: a web. Quando: esta quarta e quinta-feira. O quê: com mais propriedade de linguagem, uma guerra de alecrim e manjerona entre Tuta e Cutis que animou a web esta semana —

A. Perdoa a ignorância: o que é isso de "guerra de alecrim e manjerona"? —

B. Isso é dum carnaval em que dois blocos rivais, "O Alecrim" e "a Manjerona", fazem a guerra. Por outros carnavais já sabes o resto! —

A. Estou a ver: o filme de muitos carnavais na hora da premiação! Compadres, comadres, konpas zangam-se ... —

B. Pois... Mas voltando ao tema ’Tuta e Cutis’, o primeiro —

A. Sim, foi o primeiro imediatamente antes deste primeiro (dada a alternância)—

B. Na quarta-feira, o Tuta no Facebook lavou a alma e em dois parágrafos longos despediu-se do seu partido —

A. O Tuta rompeu com o Cutis? —

B. Com o partido! —

A. Não vem a dar no mesmo? Mas... vem cá, como diria o brasileiro, porquê tudo isso? —

B. O Tuta está xatiadu-si com a "onda de intolerância política", violação de leis, tentativas de silenciar a expressão através do "assassinato de caráter", práticas antidemocráticas... —

A. E quem são as pessoas que fazem isso? —

B. Ele o diz: "vindas de dentro" do partido no poder —

A. E diz os nomes ... —

B. Aí é que está o busílis da questão, o exato ponto em que pegou o Cutis —

A. Cuti-se a cutucar o Tuta! Faz sentido nestes tempos de novas fórmulas de saudação: cotovelo contra cotovelo. Mas conta... —

B. O Cutis na qualidade de líder sente a dor por metonímia, um por todos, e responde na quinta-feira a perguntar os nomes ao Tuta —

A. Usa, claro, o nome oficial e título idem. E o Tuta fez igual na véspera, a dirigir-se cerimoniosamente ao Cutis pelo nome oficial e título idem —

B. Em nenhum momento o Tuta se dirige a alguém. Pelo contrário, usa um distante "quem" para cutucar quem não faz... —

A. Não fez, não faz, não fará ... —

B. Com algumas entrelinhas, é isso. Cutuca quem dá "o mau exemplo" por não agir ou omitir, "quem tem o dever moral, político e legal de exercer a pedagogia democrática" ... —

A. Inclui nisso, aposto, os dirigentes —

B. Sim, com a expressão "titulares de cargos políticos" —

A. Hmmm!

B. Cutis nega, "como Presidente" do partido e nega pelos "seus dirigentes", promover "as atrocidades" que Tuta denuncia —

A. Denuncia ou acusa? —

B. Acho que ele queria dizer denunciar, mas usou o verbo acusar —

A. Acho que não deve ser jurista —

B. O que é que isso tem a ver? —

A. A coisa fia mais fino, a leader must be reader

B. Sim, podemos falar mais logo. Por agora, fiquemos pelo remate do Cutis ao Tuta sobre "as atrocidades" que Tuta denuncia e que Cutis diz "não se reconhece[r] nelas" —

A. Mas isso ...! Emendo: Isto vai mais além dum Cutis x Tuta! —

B. Sim, eu diria que ao referir "titulares de cargos políticos", a coisa —

A. Virou uma boa coça pela "pedagogia democrática" aos infantes inseguros em busca de autoafirmação! —

B. Sim, apanha todos os bulliers que andam na Casa da Democracia —

Pela Saúde!

A: Além da pedagogia, tem de ser chamada à pedra uma panóplia de medidas —

B: Está tudo na lei, basta aplicá-las, as medidas —

A: Tem tudo "a ver com" o necessário diagnóstico médico a fazer, relativo a doenças mentais —

B: E para contrastar com o teu "tem a ver", que estabelece relação, da comparação à sinonímia, vem a propósito falar num "tem a haver" das contas —

A: Já estou a ver: esses bulliers sentem que têm um "a haver" dos seus alvos do bullying

B: Sim, dívidas por pagar a que os bullliers sentem ter direito e que as suas vítimas têm de ressarcir —

A: É pois urgente tratá-los para o normal funcionamento da Casa da Democracia —

B: Tratá-los? Mudá-los!

Painel de fotos: O toque de cotovelos é o novo aperto de mãos. Parece que nasceu no meio desportivo e este ano atípico ganhou adesão extensiva. Dá-se um toque no cotovelo, mas sem parentesco com ’cutucar’ (picar, em tupi). A nova cotovelada está, pois, nos antípodas do habitual cutucar. LS

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project