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UA e Cedeao expulsam Mali — Macron suspende colaboração militar 05 Junho 2021

A retaliação para com o país por parte das duas principais organizações, a panafricana e a Cedeao que engloba os países oeste-africanos, surge após o impasse no diálogo com o auto-proclamado presidente Assimi Goita que em apenas nove meses liderou dois golpes de Estado no Mali.

UA e Cedeao expulsam Mali — Macron suspende colaboração militar

A França, declarou na quinta-feira o presidente Macron, vai suspender a cooperação militar com o Mali na expectativa de que essa pressão leve a repor a legalidade.

Recorde-se que a presença dos operacionais da Missão Barkhane há uma década tem vindo a ser questionada. A missão de combater os terroristas islâmicos da região saheliana esteve sempre aquém do esperado.

As forças francesas da missão Barkhane estão desde 2013 no Mali e hoje, dizem analistas ouvidos pelos media de referência, são considerados os culpados por tudo quanto corre mal no país saheliano.

A decisão francesa surge um ano depois de se prever que a retirada da missão ocorresse por pressão do povo maliano. Ou seja, já não serão as questões de estratégia e segurança da região a determinar a presença francesa na região francófona.


2 golpes em nove meses por Goita

O homem forte no poder do Mali, o coronel Assimi Goita, justificou o golpe com o facto de que o presidente, Bah Ndaw, e o primeiro-ministro, Moctar Ouane, empossados em agosto formaram um novo governo sem o consultar enquanto vice-presidente encarregado das questões de segurança, "um papel fundamental num país em turbulência e com violência de todos os tipos, sobretudo jihadistas".

A renúncia de Ndaw e Ouane, presos na segunda-feira, 31, foi anunciada na terça-feira 1, sem que ninguém soubesse em que condições. O presidente e o primeiro-ministro de transição estavam detidos em segredo no campo militar de Kati, a cerca de 15 quilómetros de Bamako.

A detenção de Ndaw e Ouane ocorreu horas após o anúncio da composição de um novo governo formado pelo primeiro-ministro, o que, segundo várias fontes, causou desconforto entre os líderes do golpe militar pela exclusão de dois comandantes militares.

ONU condena

O Conselho de Segurança da ONU condenou a 27, em declaração aprovada por unanimidade, a destituição pelos militares das autoridades de transição no Mali, sem falar em golpe de Estado, nem prevendo a possibilidade de medidas coercivas.

"Os membros do Conselho de Segurança condenam veementemente a prisão do presidente e do primeiro-ministro responsável pela transição, bem como de outros funcionários por elementos das forças armadas", lê-se na declaração tornada pública.

Fontes: Le Monde/L’Express. Fotos (AFP/Getty): Coronel Assimi Goita, de 38-39 anos liderou o 2º golpe em nove meses.

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