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UCID acusa comunicação social de deturpar sua declaração na avaliação dos 100 dias de mandato do PR 26 Fevereiro 2022

O deputado e presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, acusou, esta sexta-feira, a comunicação social de ter deturpado a sua declaração na avaliação dos 100 dias de mandato do Presidente da República, José Maria Neves.

UCID acusa comunicação social de deturpar sua declaração na avaliação dos 100 dias de mandato do PR

António Monteiro, que fazia uma declaração política no Parlamento, explicou que em causa está a publicação, por alguns órgãos de comunicação social, de notícias que davam conta que ele, enquanto presidente da UCID, teria afirmado que o partido se enganou e está arrependido de apoiar a candidatura de Carlos Veiga nas últimas eleições presidenciais.

“Nós, a UCID, afirmamos, através da minha voz, que consideramos que os 100 primeiros dias da Presidência de José Maria Neves foi e é muito boa. E disse também que o Presidente se mostra como um homem de Estado, e que a continuar como está agora, até ao fim do mandato, irá demonstrar que a UCID teve uma avaliação errada quando considerou que ele seria motivo de instabilidade política”, esclareceu.

“Não entendo como é que alguns elementos da comunicação social pegam da palavra do presidente da UCID deturpam e dizem que a UCID afirma que se enganou e está arrependida de ter apoiado a candidatura de Carlos Veiga”, acrescentou.

António Monteiro sublinhou que é “falso” e que a UCID não se arrepende de ter apoiado a candidatura de Carlos Veiga, porque foi uma “decisão democrática” da comissão política do partido e reafirmou que enquanto presidente do partido voltaria a tomar esta mesma decisão.

“Voltaria a tomar esta mesma decisão porque para além da instabilidade que foi um dos motivos do apoio a candidatura do Dr. Carlos Veiga havia mais duas situações que são a regionalização do país e a questão da justiça que consideramos que, provavelmente, poderia ser bom com o Dr. Carlos Veiga”, sustentou.

António Monteiro explicou que usou o parlamento para fazer essa “denúncia” porque não é primeira vez que situações similares acontecem, acabando por manchar o bom nome da pessoa e da instituição.

“É uma matéria que devia ser dada uma conferência de imprensa para clarificar a situação, mas como não é primeira vez que isso acontece, a deturpação daquilo que os políticos dizem, quis utilizar esse púlpito para clarificar essa situação e pedir a toda comunicação social, para termos em atenção aquilo que dizem os políticos e não retiramos parte daquilo que pensamos ser benéfico para nós, mas que acaba por atingir o bom nome do cidadão ou o bom nome da instituição”, frisou.

O democrata-cristão sustentou que está é uma tarefa que todos devem abraçar para evitar o aumento da crispação política e ter a tranquilidade e a paz no país, e, consequentemente, trabalhar, cada um com a sua forma, com os seus valores e princípios, na defesa dos interesses de Cabo Verde e na garantia da estabilidade social e política.

“Essa é a mensagem que a UCID deixa para refletirmos e fazer também uma chamada de atenção aos jornalistas para ouvirmos as fontes e antes de fazermos pronunciamentos termos a certeza daquilo que estamos a fazer, porque, caso contrário não estaremos a servir o país e estaremos a criar grandes dificuldade a nós mesmo e ao país”, disse.

A declaração política da UCID suscitou um curto debate sobre o jornalismo em Cabo Verde, com os sujeitos parlamentares a realçar o “bom e o mau” jornalismo que se faz em Cabo Verde e a reconhecerem a necessidade de uma reflexão à volta do assunto.

A Semana com Inforpress

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