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UCID desafia Governo a apostar na técnica da forragem hidropónica para mitigar a falta de pasto para ruminantes no país 19 Dezembro 2017

O líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) desafiou hoje,18, o Governo a equacionar a técnica de forragem hidropónica no plano de resiliência à seca para suprir a falta de pasto para ruminantes em todo o país.

 UCID desafia Governo a apostar na técnica da forragem hidropónica para mitigar a falta de pasto para ruminantes no país

António Monteiro, que convocou a imprensa, nesta segunda-feira, no perímetro agrícola de Ribeira de Vinha em São Vicente, explicou que se trata de uma técnica “simples”, em que é possível, num espaço de tempo de oito a 10 dias, em que se coloca um quilo de cevada ou de milho em canteiros hidropónicos, colher entre oito a 10 quilos de pasto.

O presidente da UCID defendeu que no plano de resiliência à seca que o Governo está a trabalhar e com os valores disponibilizados, de “cerca de um milhão de conto mais os 100 mil contos que estão no orçamento do Estado”, é possível colher a experiência de um cidadão de Ribeira de Vinha, que já pratica a técnica, com sucesso, e implementa-la com maior rigor em todas as ilhas do país.

“Queremos ver se de Santo Antão a Brava teremos a oportunidade de não estarmos constantemente a reclamar pela falta de pasto e alertar o Governo a ver que há tecnologias simples que podem ajudar na resolução do problema em todas as ilhas onde, nas localidades, os agricultores vivem momentos de aflição” afirmou.

Além da rapidez na produção, a técnica de forragem hidropónica tem várias outras vantagens como fonte de alimento animal, com um nível volumoso de nove porcento (%) de proteínas, por usar pouca área de cultivo, ter alta produtividade, isenção do preparo do solo, dispensa do uso de agrotóxicos e terras agricultáveis e a poupança de água que depois de utilizada pode ser reaproveitada.

O líder da UCID argumentou que com essa tecnologia é possível garantir o normal funcionamento das famílias que dependem do gado e quer que o Governo disponibilize parte do valor disponível para mitigar as consequências da seca e do mau ano agrícola para ser utilizado na expansão desta técnica por todo o país.

Em relação ao montante de 30 milhões de Euro que, segundo o Governo, a Hungria disponibilizou a Cabo Verde, a UCID defendeu que este montante deveria ser aplicado na construção de estufas para produções de hortícolas, e lembra que neste quesito, São Vicente tem “uma grande potencialidade” e que os agricultores da ilha devem ser beneficiados.

“Temos terrenos planos em uma certa quantidade e acreditamos que havendo disponibilidade de recursos, a ilha e o país poderão estar tranquilos porque poderemos alimentar quer as famílias quer o próprio gado que possuem”, avançou.

Questionado pela Inforpress sobre as “dificuldades” que os agricultores estão a enfrentar em relação ao acesso ao micro-crédito no montante de 200 mil escudos do Governo, António Monteiro defendeu que o executivo devia rever as exigências impostas, porque nem sempre os agricultores têm a possibilidade de encontrar dois fiadores principalmente em ilhas como São Nicolau e Santo Antão.

O presidente da UCID avançou ainda que o Governo tem que repensar esta situação e se disponibilizar para ser o próprio fiador e lembra que o tempo já está “bastante” avançado e que não há, segundo disse, como esperar mais para avançar com as soluções. Fonte: Inforpress

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