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UE impõe sanções à Bielorrússia que "atacou valores europeus" — Pratasevich "torturado", diz pai 26 Maio 2021

Reunidos durante a noite, os líderes europeus concordaram em exigir a imediata libertação do opositor Pratasevich e a suspensão de voos de e para a Bielorrússia. Outras medidas de retaliação estão a ser planeadas, anunciou a sra. Van der Leyen.

UE impõe sanções à  Bielorrússia que

A presidente da União Europeia começou a manhã de terça-feira com uma conferência de imprensa para informar sobre "a decisão unânime" dos 27 países-membros perante o "ataque à democracia, liberdade de expressão e soberania europeia".

A unanimidade de segunda-feira à noite é excecional e anteveem-se dificuldades em consensualizar um plano de sanções económicas entre os vinte e sete países-membros, dadas as divergências entre os interesses nacionais e os da União.

Por exemplo, a Alemanha, Itália e França, os países com mais laços comerciais com a Bielorrússia têm vindo a mostrar relutância a medidas sancionatórias mais severas. Segundo a imprensa alemã, três centenas de meia de empresas globais podem ser afetadas por medidas mais duras. Entre elas, a Bosch, a Siemens...

"Ele foi torturado. Tem ferimentos, faltam-lhe dentes", diz pai de Pratasevich

O jornalista de 26 anos exilado na Lituânia tinha ido a Atenas cobrir a visita da líder oposicionista Svetlana Tikhanovskaya. A também exilada na Lituânia foi convidada a participar no Fórum Económico de Delfos.

No voo de regresso a Vilnius, após a "extraordinária pirataria aérea" Pratasevich acabou detido na placa do aeroporto de Minsk e levado de imediato pela polícia, tal como a sua namorada.

Uma testemunha relatou que o jovem repórter expressara: "A pena de morte espera-me aqui", assim que se apercebeu de que o avião da Ryan Air mudara a rota.

"Ele estava desesperado, apertava a cabeça entre as mãos", disse outra testemunha citada pelo Deutsche Welle. "Nada fazia prever que ia haver essa descida em Minsk", disse o mesmo passageiro.

Na segunda-feira, dia seguinte à detenção, a televisão pública da Bielorrússia difundiu um vídeo do jornalista detido. Raman Pratasevich, que aparece com marcas negras na testa, comunica que vai "confessar que organiz(ou) protestos" contra o presidente. Afirmou ainda que ao contrário de alegações anteriores sobre uma doença cardíaca, ele não tem quaisquer "problemas de saúde".

Esta confissão é, segundo o pai dele, uma das provas de que Raman Pratasevich foi submetido à tortura. Na mesma linha, a líder oposicionista Svetlana Tikhanovskaya afirma que o vídeo comprova a "pressão física e emocional" sobre o jornalista.

Mensagem pelos cigarros? Um especialista em comunicação da universidade lituana ’Gintautas Mažeikis’ refere que o detido está a enviar uma ’mensagem secreta’ através dos cigarros (foto) — de marca diferente dos que fuma, segundo a informação dada pelo pai.

Órban da Hungria surpreende

O líder húngaro votou com os demais pares da União Europeia. Uma reviravolta na estratégia de Órban que tem votado em sentido contrário à da ’Europa dos 27’.

Para os analistas, o primeiro-ministro húngaro "decidiu não comprar uma briga inútil ontem à noite".

Fontes: Reuters/AFP/BBC/Le Monde. Fotos: Mensagem pelos cigarros? Manifestações (esta em Londres) pela libertação de Raman Pratasevich (na versão bielorrussa. A maioria dos media anglófonos usa Roman Protasevich, versão russa).

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