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UE tem c.30% dos 160 milhões de Covid — Renova contrato com Pfizer e descarta AstraZeneca 10 Maio 2021

A União Europeia renovou o contrato de fornecimento da vacina da Pfizer BioNtech, indicou a presidente Ursula Van der Leyden na sexta-feira, 07. O grupo dos 27 países-membros da UE regista mais de 45 milhões de infeções e 1,1 milhão de óbitos, o que é um terço dos 3,3 milhões de óbitos por Covid desta segunda-feira, 10.

UE tem c.30% dos 160 milhões de Covid — Renova contrato com Pfizer e descarta AstraZeneca

Após os duzentos milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech administradas e mais cinquenta milhões prestes a chegar, o fornecimento — de 1,8 mil milhões de doses até 2023 — vai continuar, nos termos do contrato renovado entre a União Europeia e a dupla farmacêutica americano-alemã.

Segundo o contrato renovado, "não só a produção das vacinas mas também a de todos os componentes essenciais estará sediada na União Europeia", anunciou a presidente Ursula Van der Leyen. Também haverá "um portfolio de 2,3 mil milhões de doses fornecidas por meia-dúzia de farmacêuticas", bem como, vai prosseguir "a negociação de mais contratos".

A confiança da União Europeia na Pfizer BioNTech acompanha a perda de confiança na vacina anglo-sueca Oxford-AstraZeneca, que além dos atrasos na entrega apresenta efeitos colaterais tidos como importantes.


Tecnologia da Pfizer é fiável

A presidente Von der Leyen expressou a sua total confiança na tecnologia usada pela vacina da Pfizer-BioNTech, que é diferente da usada pela Oxford-AstraZeneca.

O ingrediente ativo na inoculação da Pfizer-BioNTech é o mensageiro RNA, ou mRNA, que contém as instruções para as células humanas construirem peplómeros (ou proteínas espículas) que são estruturas proeminentes, geralmente constituídas de glicoproteínas e lipídios, as quais são encontradas expostas na superfície do envelope viral das partículas de certos vírus.

O sistema imunitário humano reconhece a proteína-espícula, que é uma peça inócua do coronavírus, como uma intrusa contra a qual vai produzir uma reação para combater a infeção.

Pelo contrário, a AstraZeneca é fabricada com um vírus frio que introduz a a proteína-espícula no organismo. É uma forma diferente de atuação: as células vivas em biorreatores gigantes fazem crescer o vírus frio que será extraído e purificado.

Von der Leyen defende que "a Europa precisa de ter uma tecnologia que induza a imunidade, combata as novas variantes e produza de forma rápida e massiva. Por isso, confiamos que as vacinas mRNA são a resposta".

As negociações em curso com a Pfizer levaram a UE a interromper as negociações com a contrato com a AstraZeneca. "Outros contratos, com outras empresas podem vir a ser o próximo passo", indicou a presidente Ursula Van der Leyden na sexta-feira, 07.

Fontes: DW.de/L’Express. Relacionado: Vacina Pfizer prova eficácia a 90% mas está indisponível por meses— Obstáculo é conservação no frio, a 70º negativos, 11.nov.020. Foto (AP): Em setembro, dizia-se que a conservação da vacina Pfizer é extremamente exigente e requer estruturas hospitalares bem equipadas, como a da foto.

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