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UNITA condena prisão de ativistas e jornalista em manifestação de sábado em Luanda 10 Outubro 2022

O grupo parlamentar da UNITA, maior partido da oposição, condenou hoje a detenção de ativistas e estudantes numa manifestação no sábado, em Luanda contra a proibição do uso de "cabelos afros" nas escolas, bem como de um jornalista.

UNITA condena prisão de ativistas e jornalista em manifestação de sábado em Luanda

Em comunicado, o grupo parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), liderada por Adalberto da Costa Júnior, considera ainda que os atos são "antidemocráticos e ilegais" e promete pedir uma audição no parlamento do ministro do Interior e do comandante-geral da Polícia Nacional.

Na nota, os deputados da UNITA dizem que tomaram conhecimento da detenção de jovens ativistas e estudantes que se manifestavam, no sábado, no largo do Cemitério da Santana, em Luanda, "contra a discriminação de que são alvo estudantes que usam ’cabelos afros’”, bem como da detenção arbitrária do jornalista Borralho Ndomba, "que se encontrava devidamente identificado e em pleno exercício da sua atividade profissional".

Nesse sentido, a UNITA "condena estes atos antidemocráticos e ilegais" e insta "as autoridades a respeitarem a Constituição da República e a lei no que concerne às liberdades de reunião e manifestação, expressão e de imprensa, acabando definitivamente com detenções de cidadãos que exigem o respeito dos seus direitos constitucionais e de jornalistas em pleno exercício das suas funções".

O grupo parlamentar da UNITA solidariza-se com o jornalista e os jovens detidos e encoraja-os “a manterem viva a sua determinação de lutar sempre pela dignidade da pessoa humana".

Quanto aos jornalistas, o partido sublinha que a "missão e dever de informar com verdade não deve ser coartada por qualquer poder constituído", apelando, por isso, a que "não se deixem intimidar".

Ao mesmo tempo, o grupo parlamentar da UNITA promete "tão breve quanto possível" solicitar uma audição parlamentar ao ministro do Interior e ao comandante-geral da Polícia Nacional, com o objetivo de "salvaguardar a atuação das forças de ordem e segurança no estrito respeito dos direitos de cidadania".

No sábado, o jornalista Borralho Ndomba foi detido quando fazia a cobertura de um protesto contra a imposição de cortes de cabelo nas escolas, bem como 14 estudantes, todos já postos em liberdade. A Semana com Lusa

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