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Ucrânia: ONU atualiza Moscovo sobre avanços na exportação de fertilizantes russos 12 Novembro 2022

Altos funcionários da ONU reuniram-se hoje em Genebra com o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Vershinin, para atualizá-lo sobre progressos na exportação de alimentos e fertilizantes da Rússia para mercados globais.

Ucrânia: ONU atualiza Moscovo sobre avanços na exportação de fertilizantes russos

Em comunicado, a ONU informou que a secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), Rebeca Grynspan, e o coordenador de assistência humanitária das Nações Unidas, Martin Griffiths, deram continuidade às consultas em curso com a Rússia para a plena implementação dos acordos de exportação de cereais ucranianos e de fertilizantes russos, assinados em julho na Turquia.

De acordo com a Organização, as discussões sobre a continuidade dos acordos "foram construtivas" e os "participantes permanecem envolvidos" na sua implementação.

"As discussões foram atualizadas sobre o progresso feito na facilitação da exportação desimpedida de alimentos e fertilizantes, incluindo amónio, originários da Federação Russa para os mercados globais. A equipa da ONU informou sobre as medidas tomadas para facilitar pagamentos, seguro de transporte e acesso aos portos da União Europeia para cereais e fertilizantes, entre outros", disse a ONU em comunicado.

Rebeca Grynspan e Martin Griffiths aproveitaram ainda a reunião para informar o vice-ministro russo sobre licenças gerais recentemente emitidas e remessas de fertilizantes destinadas a países em desenvolvimento.

"Prevê-se que o primeiro carregamento de fertilizantes doados partirá para o Malawi na próxima semana. A ONU continua empenhada em lidar com a crise global do mercado de fertilizantes, onde os agricultores, especialmente os pequenos agricultores do mundo em desenvolvimento, ficam sem produção devido aos altos custos dos mesmos", indica o comunicado.

Esta reunião acontece a cerca de uma semana de expirar o acordo para exportação de cereais ucranianos e de fertilizantes russos pelo Mar Negro, em 19 de novembro, com a ONU a esforçar-se para convencer Moscovo a prorrogar a sua participação.

Este acordo, concluído sob a égide da ONU e da Turquia em julho, permitiu desbloquear as exportações dos cereais ucranianos que foram prejudicadas pela ofensiva que Moscovo está a liderar naquele país.

Entretanto, as autoridades russas reclamam regularmente de obstáculos persistentes às suas próprias exportações de cereais e fertilizantes devido às sanções ocidentais, acreditando que o acordo não é aplicado no que diz respeito à Rússia.

Além disso, Moscovo também questiona se o acordo realmente beneficiou os países mais pobres - onde a crise alimentar se agravou devido ao aumento dos preços dos alimentos essenciais após o início da guerra na Ucrânia - e apontou que as exportações foram massivamente para países ricos.

"O mundo não pode permitir que os problemas globais de acessibilidade de fertilizantes se tornem uma escassez global de alimentos, portanto, a ONU pede a todos os atores que agilizem a remoção de quaisquer impedimentos remanescentes à exportação e transporte de fertilizantes para os países mais necessitados", concluiu a ONU em comunicado.

Cerca de 10 milhões de toneladas de cereais e outros alimentos da Ucrânia e da Rússia já foram exportados através deste acordo, informou a ONU na semana passada.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
A Semana com Lusa

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