REGISTOS

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Guerra Rússia/Ucrânia: Putin ordena envio de mais armamento "de qualidade" ao Exército russo, Zelensky garante que Ucrânia vai resistir ataques à rede energética 24 Novembro 2022

O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou hoje o fornecimento de mais armamento "de qualidade" às tropas que combatem na Ucrânia, quando se cumprem nove meses do início da campanha militar desencadeada por Moscovo. Zelensky contra-ataca, garantindo que a Ucrânia vai aguentar ataques à rede energética.

Guerra Rússia/Ucrânia: Putin ordena envio de mais armamento

“É importante não apenas aumentar o volume e a variedade dos fornecimentos, mas também melhorar a sua qualidade”, disse, segundo a Lusa, Putin durante uma reunião do Conselho Coordenador destinado a garantir as necessidades das Forças Armadas.

Putin pediu a melhoria do funcionamento do mecanismo de comunicação entre os militares, os produtores e os fabricantes, com o objetivo de introduzir correções nos pedidos quando seja necessário.

Não há necessidade de introduzir medidas extraordinárias. Mas temos de pôr em marcha um trabalho preciso, de qualidade, bem coordenado. Isso é sempre útil, mas neste caso é simplesmente necessário garantir oportunamente tudo o que seja necessário para as nossas Forças Armadas durante a operação militar especial”, indicou, utilizando a designação dada pelo Kremlin à invasão da Ucrânia.

Neste sentido, prossegue a lusa, considerou que os soldados no terreno devem receber o armamento e equipamento em datas e quantidades previamente determinadas.

Os serviços de informações norte-americano e britânico indicam desde há alguns meses que o Exército russo enfrenta escassez de efetivos, armamento e munições na Ucrânia.

Revela a Lusa que o secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, considerou na quarta-feira que a Rússia enfrenta uma “penúria significativa” de munições para a sua artilharia, em grande medida devido aos problemas logísticos que enfrenta e que poderão limitar no futuro as suas operações no terreno.

Austin também garantiu que as tropas russas possuem cada vez manos mísseis de precisão e que a sua indústria de Defesa enfrenta graves dificuldades para fabricar com rapidez novo armamento teleguiado.

Diversos peritos europeus citados por diversos ‘media’ têm considerado que a retirada russa do terço norte da região de Kherson foi motivada, mais que o avanço do inimigo ou problemas de abastecimento, pela escassez de munições, que apenas chegariam para mais um mês de combates.

No caso dos mísseis de cruzeiro Iskander, que provocaram elevados danos na infraestrutura militar e civil ucraniana, a Rússia apenas disporia de mais 120 unidades.

Perante a impossibilidade de garantir avanços significativos no campo de batalha, o Exército russo, refere a Lusa, optou por desencadear bombardeamentos massivos contra a infraestrutura energética ucraniana e quando se aproxima o inverno, com Kiev a pedir ao ocidente o urgente envio de baterias antiaéreas.

Zelensky garante que Ucrânia vai aguentar ataques à rede energética

Entretanto, o Presidente ucraniano desafia que guerra só vai acabar ’de vez’ quando a Ucrânia recupere os territórios anexados pelo Kremlin.

Conforme NM, Volodymyr Zelensky, deu uma entrevista ao jornal Financial Times, onde assegurou que os crescentes ataques russos à rede energética do país não vão fazer Kyiv desistir da recuperação dos territórios anexados pelo Kremlin desde a invasão de 24 de fevereiro.

Esta é uma “guerra de força e resiliência”, garantiu Zelensky, insistindo que a única forma de ver esta guerra acabar é recuperando todos os territórios anexados pelas forças russas. “Devemos recuperar todas as terras... porque acredito que o campo de batalha é o caminho quando não há diplomacia. Se não conseguirmos recuperar totalmente a nossa terra, a guerra é simplesmente congelada. É uma questão de tempo antes de recomeçar", disse.

Na quarta-feira, descreve nm, a Rússia lançou 70 mísseis contra alvos de infraestrutura energética em toda a Ucrânia, deixando cerca de 80% do país às escuras e sem água. Todos os 15 reatores nucleares da Ucrânia foram desligados porque a eletricidade ficou instável. “Foi o tipo de acidente que não acontecia há não sei quantos anos, talvez 80, 90 anos: um país do continente europeu onde não havia luz nenhuma", reagiu o chefe de Estado ucraniano.

Ainda assim, assegurou, o espírito não foi abatido. “O Estado reagiu soberbamente. Trabalhadores de energia, ministério de emergências do estado, desminadores, todos trabalharam para consertar e restaurar a energia e fornecer pelo menos um pouco de água", disse orgulhosamente Zelensky, que declarou: "Esta é uma guerra sobre força, sobre resiliência, é sobre quem é mais forte."

Segundo a fonte referida, mesmo antes dos ataques de quarta-feira, ondas de ataques de mísseis russos deixaram metade do sistema de energia do país desativados, o que deixou uma enorme instabilidade no fornecimento de energia a milhões de pessoas. Segundo revela o Financial Times, consequência do corte total do abastecimento de água em Kyiv, nesta semana, alguns moradores foram forçados a recolher neve para derreter, utilizando depois a água para lavar e cozinhar.

De recordar que a ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project