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Ucrânia: Rússia interdita aviões ligados ao Reino Unido no seu espaço aéreo 25 Fevereiro 2022

A autoridade da aviação civil da Rússia proibiu hoje todos os voos do Reino Unido para e sobre a Rússia como retaliação à proibição britânica da companhia aérea russa Aeroflot no país europeu.

Ucrânia: Rússia interdita aviões ligados ao Reino Unido no seu espaço aéreo

Segundo escreve a Lusa, o espaço aéreo russo está proibido a todas os aviões “de propriedade, alugados ou operados por qualquer pessoa ligada ao Reino Unido” e àquelas registadas nesse país, anunciou o regulador aéreo russo Rosaviatsia, em comunicado.

A proibição também se aplica a voos em trânsito sobre o território russo.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que ia proibir a Aeroflot no Reino Unido e congelar os activos do banco VTB, num novo pacote sanções para castigar a Rússia pela invasão da Ucrânia.

Numa declaração no parlamento, Johnson disse que as novas sanções vão “excluir totalmente os bancos russos do sistema financeiro britânico”, impedindo que os pagamentos passem pelo Reino Unido, cita Lusa.

O VTB é um dos maiores bancos da Rússia, com activos estimados de 154.000 milhões de libras (184.000 milhões de euros), tendo estado envolvido no processo das “dívidas ocultas” em Moçambique.

As medidas vão ser tomadas em conjunto com os EUA, vincou, com o objectivo de atingir as empresas russas, cujas transações são feitas, em cerca de metade, em dólares norte-americanos e libras esterlinas.

A Rússia lançou na madrugada de quinta-feira uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, conforme a mesma fonte, disse que o ataque responde a um “pedido de ajuda das autoridades das repúblicas de Donetsk e Lugansk”, no leste da Ucrânia, cuja independência reconheceu na segunda-feira, e visa a “desmilitarização e desnazificação” do país vizinho.

O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU.

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