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Ucrânia. Rússia reivindica conquista de três localidades perto de Bakhmut 01 Dezembro 2022

A Rússia reivindicou hoje o controlo de três localidades perto de Bakhmut, uma cidade do leste da Ucrânia submetida a fortes bombardeamentos e que as forças russas tentam conquistar desde o verão.

Ucrânia. Rússia reivindica conquista de três localidades perto de Bakhmut

"Na sequência de ações ofensivas, os soldados russos libertaram as localidades de Bilogorivka e Perche Travnia [designada Ozarianyvka em ucraniano]", indicou, segundo a Lusa, o Ministério da Defesa russo ao início da tarde desta quarta-feira.

A primeira localidade está situada a cerca de 25 quilómetros a norte de Bakhmut, e a segunda fica a cerca de 20 quilómetros a sul.

Pouco depois, o Ministério da Defesa russo anunciava a conquista de Andriivka, também a sul da cidade de Bakhmut e situada perto da linha da frente desde 2014, ano em que começou um conflito entre forças ucranianas e separatistas pró-russos no leste ucraniano.

Numa outra zona da região administrativa de Donetsk (leste), a Rússia também reivindicou a posse de Vodiane, perto de Andriivka.

Desde o verão que decorrem intensos combates em torno de Bakhmut, que Moscovo tenta conquistar mas, até ao momento, sem sucesso, apesar do apoio do grupo paramilitar russo Wagner.

Conforme a mesma fonte, esta batalha reveste-se de uma importância simbólica para os responsáveis russos após um conjunto de reveses militares, em particular o recuo nas regiões de Kharkiv (nordeste) e Kherson (sul), em novembro.

O exército russo tem reivindicado o controlo de pequenas localidades nos arredores de Bakhmut, mas parece nunca ter garantido condições para entrar na cidade, onde, segundo as autoridades ucranianas, ainda residem cerca de metade dos 70.000 habitantes registados antes do início invasão.

Segundo a Presidência ucraniana, Bakhmut está praticamente destruída, em particular devido aos combates de artilharia, e sem acesso a eletricidade ou gás.

O norte-americano Institute for the Study of War (ISW) considera que os avanços russos em torno desta cidade são insuficientes e "marginais", considerando pouco provável que as "degradadas" forças russas consigam garantir rapidamente o controlo de Bakhmut.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais, conclui a Lusa

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