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Filhos "Akhmat de 16 anos, Eli de 15 e Adam de 14 estão prontos para a guerra na Ucrânia", diz presidente checheno Kadyrov aliado de Putin 07 Outubro 2022

Esta quinta-feira, o controverso Ramzan Kadyrov, presidente da República Chechénia integrada na Federação Russa, fez dois anúncios: que Vladimir Putin o promoveu a coronel general e que vai enviar três filhos adolescentes para a guerra na Ucrânia. "Desde pequenos lhes ensinei que um homem deve lutar pela família, por Deus e pela pátria".

Filhos

O presidente checheno tem sido muito assertivo sobre a guerra na Ucrânia. E perante o avanço dos ucranianos nas áreas "russas", tem vindo a expressar indignação e a propor "medidas mais drásticas".

Perante a "humilhante" queda de Lyman (foto em baixo à esqª), exorta os aliados russos com a velha máxima dos Césares: "Se queres a paz, prepara-te para a guerra".

Indefectível aliado de Putin é hoje Razman, o "senhor da guerra", rebento da família Kadyrov que nos anos 1990 conduziu a djihad (guerra santa) contra o poder do Kremlin. O pai em 2000 trocou de lado e desde então os Kadyrov lideram a região chechena com a benção de Moscovo.

Nesta segunda-feira Razman expressou que "é minha opinião que medidas mais drásticas têm de ser tomadas, como declarar a lei marcial nas áreas fronteiriças e utilizar armas nucleares, a começar com as de baixo calibre".

A estas "medidas mais drásticas", o ministro dos Negócios Estrangeiros Dmitry Peskov responde a Kadyrov que tem de "controlar mais a sua habitual emotividade".

E esta última declaração de mandar os filhos adolescentes para a guerra tem tudo para cair mal ao pai do Nikolay Dmitriyevich Peskov apanhado em falso a reagir ante a possibilidade de ir para a guerra: "Não contem comigo", disse o "veterano" do exército de 32 anos, ao ser interrogado sobre a sua mobilização para a guerra.

Além de mostrar que não iria voluntariamente, o filho do ministro entende ser merecedor de outro tratamento, como disse ao jornalista que astutamente o interrogou pouco depois do anúncio presidencial de mobilização militar. "Isto teria de ser tratado a outro nível" disse Peskov filho sugerindo que "iria se o Vladimir Vladimirovitch [lho] pedisse pessoalmente".

Terras em recentes Repúblicas anexadas estão a ser recuperadas pela Ucrânia

A bandeira auriceleste hasteada em Lyman tornou-se o símbolo da vitória ucraniana que avança. As tropas russas continuam a recuar e os ucranianos anunciam que "o inimigo está desmoralizado". EUA prometem mais 625 milhões de dólares de ajuda militar.

Zelensky recebe 625 milhões de dólares. A conversa com a Casa Branca esta terça-feira deu frutos: de Biden para Zelensky seguem mais 625 milhões de dólares para ajudar a armar os ucranianos.

É neste contexto que o apelo do chefe do governo indiano, Narendra Modi, parece dissonante (Índia-Ucrânia: Modi diz a Zelensky "O diálogo para cessar as hostilidades é a unica via para a paz", 05.out.022).
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Fontes: TASS/AFP/Reuters /lemonde.fr/. Fotos: O muçulmano Kadyrov, de 46 anos, pai de doze filhos com as três esposas no casamento poligâmico, publica vídeos com os treinos dos três adolescentes a mostrar que "isto é mesmo a sério".

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