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Ulisses Correia e Silva volta a repetir que manifestação de São Vicente “nada tem a ver” com seu Governo 14 Janeiro 2018

O primeiro-ministro disse hoje,13, que o seu Governo é o executivo que mais descentralização tem estado a executar pelo que considera que a manifestação realizada este sábado, em São Vicente, “nada tem a ver” com o seu governo. Com isso, Correia e Silva volta a «desbobinar», ou seja, a repetir a mesma afirmação que tinha feita aquando da outra manifestação que Sokols realizou por ocasião do 05 de Julho de 2017 na ilha do proto Grande.

Ulisses Correia e Silva volta a repetir que manifestação de São Vicente “nada tem a ver” com seu Governo

Ulisses Correia e Silva, que falava aos jornalistas no final da sessão solene especial comemorativa do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, disse que o estado de liberdade também cria confiança para as pessoas tomaram as suas decisões, opinarem e manifestarem.

“Eu acho que essa manifestação não tem nada a ver com este Governo. Nós somos o Governo que mais regionalização tem estado a fazer, é um Governo engajado na regionalização, que tem estado a transferir mais recursos para os municípios, uma atitude de parceria, por isso acho que não tem nada a ver connosco”, disse.

Sobre o 13 de Janeiro, Ulisses Correia Silva disse que Cabo Verde tem feito um percurso “muito bom”, mas salientou que a democracia é sempre “grandes desafios”.

Neste sentido, indicou que Cabo Verde tem ainda um campo “muito grande” de aperfeiçoamento, sendo certo que o objectivo é ter sempre uma democracia “mais avançada, mais madura, mais consolidada”, e que permite que as instituições funcionem com mais eficácia.

Por outro lado, adiantou o objectivo é ser também uma sociedade civil “mais vibrante, mais activa”, uma elite cabo-verdiana “muito forte”, uma comunicação social “mais livre, interventiva, mas ciente também da sua deontologia” e “maiores oportunidades” para as famílias.

“A autonomia e o autosustento das famílias tem de certa forma também a ver com o estado da liberdade. As pessoas livres com rendimento, com emprego, são pessoas com maior capacidade de decidirem as suas vidas. Cabo Verde tem feito um caminho muito bom e estamos certos que iremos atingir os nossos objectivos”, disse o governante.

Milhares de pessoas voltaram na manhã de hoje às ruas do Mindelo para dizer “basta” ao centralismo do poder na Cidade da Praia e exigir autonomia para a ilha de São Vicente.

Os manifestantes partiram da Praça Estrela às 10:30 e percorreram as ruas do Coco, Fernando Ferreira Fortes, Baltasar Lopes da Silva, Alberto Leite e Avenida 5 de Julho, concentrando-se depois na Praça Dom Luís, onde os organizadores se dirigiram à população para dizer não haver nada contra a capital, mas tudo a favor de São Vicente.

Durante o percurso e ao longo da concentração na praça, a palavra mais vezes repetida foi “basta” ao centralismo, sendo que não faltou quem considerasse “maior opositor” do movimento cívico Sokols2017, organizadora da manifestação, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, e pedido a sua demissão imediata.

O autarca mindelense foi acusado de pagar a um denominado grupo “Amigos de São Vicente” para limpar do asfalto da estrada que liga Mindelo a São Pedro a palavra de ordem “basta”, exigindo-lhe que divulgue o valor despendido. Fonte: C/Inforpress

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