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Ulisses Correia e Silva e o seu governo dececionam os Cabo-verdianos com a sua governação após os compromissos assumidos nas campanhas 12 Maio 2019

O Dr. Ulisses Correia e Silva e o seu partido prometeram levar a felicidade às famílias de Cabo Verde, proporcionando um país melhor aos cidadãos.
No término do mandato, com a leitura de alguns indicadores importantes de desenvolvimento, segundo dados estatísticos nada favoráveis e em conformidade com os compromissos acordados pelo atual primeiro-ministro com o povo das ilhas, a conclusão que se tira é de que o Dr. Ulisses Correia e Silva e o seu governo falham redondamente com as suas políticas e dececionam os Cabo-verdianos com o modelo de governação adotado, sobretudo os jovens que os prometeu emprego de qualidade e não vender canja e pastel como frisou sempre nos seus comícios. O nosso primeiro-ministro e o seu governo de pronto mostraram que a juventude não era e nem é prioridade e responsabilidade da sua governação, quando extinguiram o ministério da juventude e sedimentaram este pensamento com a redução de emprego no país em 2018 na camada jovem.

Por: Albino Sequeira

Ulisses Correia e Silva e o seu governo dececionam os Cabo-verdianos com a sua governação após os compromissos assumidos nas campanhas

Ulisses Correia e Silva e o seu governo dececionam os Cabo-verdianos com a sua governação após os compromissos assumidos nas campanhas

Os governantes são eleitos com base nas propostas apresentadas na campanha, submetidas ao eleitorado e estes com a crente esperança de que os políticos resolverão os seus problemas, de habitação, emprego, segurança, saúde, educação e entre outros, escolham os seus candidatos. Durante as campanhas, principalmente nas legislativas, os políticos apresentam as suas ideias e projetos para angariarem votos, que na maioria das vezes encantam os eleitores que decidam votar nos políticos, que prometem e não cumprem. As promessas dos políticos são tão maravilhosas que o povo pensa que são Deuses que as faz, só com magias mesmo para concretizar certas promessas.

Ao longo do tempo, os cidadãos cabo-verdianos têm escutado vários tipos de promessas que no decorrer dos mandados ficaram dececionados com os eleitos. Em Cabo Verde, os candidatos a cargos eletivos na altura das eleições fazem as suas campanhas e propagandas políticas de várias espécies, usando os demais utensílios do marketing político. Utilizam a rádio, televisão, internet, jornais, isto é, todo tipo de comunicação social para comunicarem as suas ideias ao eleitorado. Os candidatos fazem de tudo para conseguirem os votos dos cidadãos, compram a consciência de voto dos cidadãos e há quem diga que compram bilhetes de identidade das pessoas impedindo que estas exerçam a sua liberdade de escolha, como diz a lei de um país democrático que somos. Uma das formas que os políticos utilizam para caçar votos são as promessas. Muita das vezes são promessas desfasadas com a nossa realidade socioeconómica.

Com o slogan de campanha "Cabo Verde tem solução" e sob o comando do Dr. Ulisses Correia e Silva como candidato principal - primeiro-ministro, assim se apresentava o MpD nas legislativas de 2016 aos eleitores Cabo-verdianos.
Depois de suportar quinze anos na oposição, o MpD queria voltar ao poder a todo custo, tal que fez um grande investimento no marketing político e nos compromissos assumidos. Estratégias que valeram ao partido de ventoinha a vitória no dia 20 de março de 2016 nas urnas, por maioria absoluta.

O Dr. Ulisses Correia e Silva e o seu partido prometeram levar a felicidade às famílias de Cabo Verde, proporcionando um país melhor aos cidadãos.
No término do mandato, com a leitura de alguns indicadores importantes de desenvolvimento, segundo dados estatísticos nada favoráveis e em conformidade com os compromissos acordados pelo atual primeiro-ministro com o povo das ilhas, a conclusão que se tira é de que o Dr. Ulisses Correia e Silva e o seu governo falham redondamente com as suas políticas e dececionam os Cabo-verdianos com o modelo de governação adotado, sobretudo os jovens que os prometeu emprego de qualidade e não vender canja e pastel como frisou sempre nos seus comícios. O nosso primeiro-ministro e o seu governo de pronto mostraram que a juventude não era e nem é prioridade e responsabilidade da sua governação, quando extinguiram o ministério da juventude e sedimentaram este pensamento com a redução de emprego no país em 2018 na camada jovem.

Com solução para Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva definiu como prioridade dos compromissos, a segurança, emprego e uma governação baseada no princípio de transparência. Aos jovens, como já dissemos comprometeu criar emprego de qualidade com o propósito de estes terem condições de terem famílias. Acordo ainda por realizar. Situação que tem levado muitos jovens a optarem pela emigração como alternativa para melhorem as suas condições de vida. No entender do candidato na altura, as famílias precisavam de trabalho e de rendimento, mas hoje não há trabalho e nem tão pouco rendimento para as famílias, muitas delas passando dificuldades.

Outro compromisso assumido pelo líder do governo foi imposto zero para pequenas e micro-empresas, medida que criava condições para que as empresas sobrevivessem e crescessem e depois gerarem empregos. Mostrou-se convicto em melhorar o ambiente de negócios e de que seria possível governar o país com 12 ministros, com a missão de equilibrar a situação financeira do Estado, tornando o próprio Estado eficiente. Com estas medidas calculou e obteve como resultado criar 45 mil postos de emprego durante o mandato, 9 mil por ano, permitindo ao país crescer a 7% anual. O país até cresce conforme os dados das instituições responsáveis pela matéria em Cabo Verde, o que torna estranho, um país a crescer e a não gerar emprego, até parece contraditório. Prometeu ensino gratuito até 12° ano aos estudantes e nesta matéria os supostos beneficiários andam a ver navios.
O nosso primeiro-ministro também assumiu governar com transparência, verdade e com prestação de contas. Também é outro compromisso que não cumpre. O negócio dos TACV foi transparente, houve verdade? Se sim, porque houve negação dos documentos importantes para análise da alienação solicitado pela oposição? A oposição não tem direito, como representante do povo de fiscalizar as ações do governo? E o fundo soberano, onde o líder do governo dizia uma coisa e o Ministro das Finanças dizia outro? Foi transparente o acordo com a Binter? Os Cabo-verdianos sabem os fatos reais de tudo isso? Onde está a verdade? E a concessão com a Transisular? Para não falar da derrota em não ter conseguido regionalizar o país como prometeu, aliás foi a bandeira de campanha do MpD. Se não cumprem não há felicidade para as famílias.

Já dizia alguém "as campanhas viraram um concurso para o maior mentiroso".
Perante isto, sou de acordo que se devia elaborar uma lei, regulamento que exigisse dos eleitos o cumprimento das promessas de pelo menos 55%, sob pena de serem inelegíveis, ou seja, deixarem de ser candidatos nas futuras eleições durante oito a dez anos. Outra solução para o povo seria não comparecer nos comícios e no dia das eleições fazer uma manifestação diante dos locais das urnas, não votar, exigindo os direitos. Só assim o eleitorado teria mais segurança e transparência para poder votar com a realidade e o povo teria chance de cobrar efetivamente as promessas feitas e não cumpridas nas instâncias judiciais com poderes para tal.

Mudando as estratégias e a forma de governar podemos mais e conseguimos mais. Acreditamos que ainda há tempo de se fazerem cumprir pelo menos os principais compromissos da campanha (emprego de qualidade, crescimento a 7%, regionalização, imposto zero para as pequenas e micro-empresas, ensino gratuito até 12° ano). Cabo Verde somos nós, o povo.
— -
*Economista e escritor

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