ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

FMN-PAI: Um amanhã sustentável depende da igualdade de género hoje 07 Mar�o 2022

Nas vésperas do Dia Internacional das Mulheres, a vice-presidente da Federação Nacional das Mulheres do PAICV (FNM-PAI) diz acreditar que um amanhã sustentável depende da igualdade de género hoje. Paula Moeda anuncia os vários constrangimentos que afetam a camada feminina, ao mesmo tempo que recomenda aos poderes instituídos a transitarem, rapidamente, para uma fase de ajuste das políticas públicas às reais necessidades das Mulheres Cabo-verdianas. Tudo, segundo ela, de modo a reverter as estatísticas e permitir que se possa promover, de facto, a estabilidade das famílias e o empoderamento da camada feminina, verdadeiros garantes de um futuro equilibrado do país.

FMN-PAI: Um amanhã sustentável depende da igualdade de género hoje

Em conferência de imprensa promovida na Praia, a vice-presidente da FMN-PAI diz acreditar que é preciso ir mais além no sentido de se refletir, profundamente, sobre os desafios que as mulheres, enquanto parceiras incontornáveis do processo de desenvolvimento e “um dos baluartes da família cabo-verdiana”, ainda enfrentam.

“Ir mais além, significa adotar ações concretas e decisões com efeitos reais em matéria de sustentabilidade futura e em consonância com a realização dos direitos e aspirações das Mulheres, enquanto seres humanos e cidadãos. Sobretudo, num momento de dificuldades extremas, agravadas pelos efeitos da pandemia, e num cenário em que uma percentagem significativa de famílias são monoparentais e lideradas por mulheres em situação de vulnerabilidade, associada, à falta de autonomia económica e financeira”, referiu.

Por isso, as mulheres interpelam do PAICV o Governo sobre as prioridades gizadas para a camada feminina e no tocante às medidas de políticas de fundo para promover e garantir a sustentabilidade futura destas famílias, chefiadas por mulheres.

“De momento, o que se constata são programas avulsos, com nomes pomposos, aparentemente, de fácil acessibilidade e sob o signo de mais empoderamento, autonomia e sustentabilidade, mas cujas vias de concretização emperram, quase sempre, em burocracias intermináveis, que tornam os processos inviáveis”, realçou.

A conferencista considera também que as estatísticas apontam aspetos a precisar de um combate mais assertivo, por quem de direito, e que dizem respeito à violência sexual, aos feminicídios, a situações de desemprego, a precariedade laboral, a pobreza, entre outros.

Taxa da atividade das mulheres e solidariedade à Ucrânia

Outros exemplos “gritantes”, conforme destaca a Federação Nacional das Mulheres do PAICV, dizem respeito, por um lado, à taxa de atividade das mulheres, que ronda os 50%, ou seja, metade das Mulheres em idade produtiva, no país, não trabalha. Conclui que se limitam, na maioria das vezes, a ser cuidadoras da Família e a reproduzir o ciclo de reprodução da pobreza.

Face as estas apurações, a Federação das Mulheres do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (FNM-PAI) «recomenda aos poderes instituídos a transitarem, rapidamente, para uma fase de ajuste das políticas públicas às reais necessidades das Mulheres Cabo-verdianas, de modo a reverter as estatísticas e permitir que se possa promover, de facto, a estabilidade das famílias e o empoderamento da camada feminina, verdadeiros garantes de um futuro equilibrado do país, alicerçado na igualdade e equidade do género e na criação de mais oportunidades de emprego, bem assim em prol de uma sociedade que se quer mais equilibrada, mais justa e inclusiva».

Às Mulheres Ucranianas, as Mulheres do PAICV endereçam um voto de conforto, desejando que as negociações de paz tenham êxito com brevidade.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project