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Unitel T+ alerta que mercado de telecomunicação no país apresenta-se desigual 15 Julho 2020

A dirção da Unitel T+ em Cabo Verde alerta, hoje, que o atual mercado de telecomunicação no país apresenta-se desigual, onde prevalece um grande desbalanceamento e desequilíbrio, sem respeito pelas leis nacionais e internacionais, especialmente as que definem o acesso livre e aberto às estações de cabos submarinos para extrair capacidade internacional. Uma situação que, segundo a mesma fonte, vem prejudicando uma sã e justa concorrência entre operadoras do setor e o desenvolvimento dos serviços da mesma empresa de Isabel dos Santos.

Unitel T+ alerta que mercado de telecomunicação no país apresenta-se desigual

Essa posição da Unitel T+, que opera há mais de 12 anos no nosso país, surge na sequência do recente incêndio registado no dia 11 nas instalações da Cabo Verde Telecom na Praia, que paralisou as comunicações (chamdas e internet) em Cabo Verde - quatro dias depois está ainda por ser resposta a comunicação via chamada móvel na rede da Multimédia, com elevados prejuízos para empresas, serviços e demais utentes em geral.

«Devido a dependência de um único e exclusivo provedor de capacidade e de internet, o país sofreu, num período de dois meses, dois grandes e graves cortes totais dos serviços de comunicação, a 23 de Janeiro e no passado dia 11 do corrente ano, que seriam evitados se a Unitel T+ tivesse acesso igualitário à rede básica, conforme é garantido pelas leis», fundamenta Unitel T+ em comunicado remetido a este jornal.

Face a tudo isto, a empresa defende um novo modelo de gestão da infra-estrutura pública que garanta igualdade no tratamento das operadoras da telecomunicação no país. «A Unitel T + sempre defendeu em conjunto com todos os parceiros internacionais inclusive o Banco Mundial um modelo de exploração das infra estruturas do país, assente numa separação estrutural em detrimento de uma separação funcional, modelo este que prevalece até ao momento e que não permite uma gestão transparente e eficiente das infraestruturas críticas e irreplicáveis do país, visando garantir uma maior transparência e eficiência para o mercado e uma concorrência saudável. Mas, esta realidade tarda em acontecer, com enormes prejuízos para a Unitel T+, os seus clientes e para todos os cabo-verdianos», realçou.

A pensa nisso, a Unitel T+ apela às autoridades, que têm o dever do cumprimento escrupuloso da lei que façam valer as leis do país e o próprio princípio de desenvolvimento da economia digital, e que permitam o acesso às estações de cabos submarinos. «Acreditamos que só assim, o país estará em condições de atingir os objetivos do governo, a banda larga como bem essencial e tornar-se numa importante plataforma de serviços que impulsione a economia digital», lê-se no comunicado referido.

A UNITEL T+ faz questão de informar que opera há 12 anos em Cabo Verde e tem vindo a crescer, agregando valor para a sociedade cabo-verdiana nestes últimos anos, com uma aposta forte no mercado. Isto sem contar com um investimento de mais de 50 milhões de euros realizados, criando centenas de postos de trabalho diretos e indirectos.

Em comunicado, a gerência da empresa informa ainda que, desde final de domingo, todos os serviços fixo e móvel (voz e dados) da Unitel T+ já estão a funcionar na sua totalidade, a nível nacional. Mas o país continua a esperar pelos serviços de chamadas moveis por prte da CVTelecom, passados que estão quatro dias do incenido que distriu equipamentos da mesma empresa na Praia.

Cerca de 600 mil cartões Sim

Segundo a Lusa, Cabo Verde fechou 2019 com 595.681 cartões SIM ativos (para uma população de quase 600.000 pessoas), distribuídos entre as duas operadoras de telecomunicações móveis que operam no arquipélago, de acordo com dados da Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME).

Trata-se de uma taxa de penetração de 108% - para um país cuja população ronda as 550 mil pessoas —, mas uma quebra de 2% face ao final de 2018.

Conforme a mesma fonte, só no quarto trimestre de 2019, os utilizadores das redes moveis cabo-verdianas (CV Móvel e Unitel T+) consumiram 256.218.219 minutos de comunicações de voz, um aumento de 7%, e enviaram 76.779.102 de mensagens escritas (SMS), um aumento de 17%, também face ao mesmo período de 2018.

Entre todas as formas de subscrição de Internet, o ano de 2019 fechou com um total de 438.645 assinantes do serviço, uma quebra de 0,8% face a 2018, correspondente a uma taxa de penetração nacional de 80%, de acordo com os dados da ARME citados pela Lusa.

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