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Caos com protestos nos Correios: Utentes continuam a denunciar atrasos no pagamento de vales eletrónicos provenientes do exterior 08 Abril 2021

A situação é de caos com o ajuntamento de utentes, mesmo em tempos de Covid-19 em todas as ilhas, junto dos Correios de Cabo Verde (CCV) . Em causa estão os atrasos no pagamento de remessas enviadas por familiares que se encontram no estrangeiro. Pelo menos, na Cidade da Praia, segundo as narrativas, o tempo de espera dos destinatários dessas remessas, por parte dos familiares e amigos radicados, sobretudo na Europa, mas também em outras paragens, chega a ultrapassar os cinco dias.

Caos com protestos nos Correios: Utentes continuam a  denunciar atrasos no pagamento de vales eletrónicos provenientes do exterior

Em conversa com utentes que se encontravam, esta quinta-feira, 08, na fila, junto à Agência dos CCV, no “Plateau”, o Asemanaonline pôde constatar a insatisfação dos mesmos com esta situação do atraso no pagamento de vales internacionais. Os queixosos sublinham ser "uma falta de respeito pelos utentes que são obrigados a deslocarem-se aos Correios por dias seguidos e pagam para terem o serviço, ficando lesados devido ao longo atraso no recebimento do dinheiro enviado pelos familiares que se encontram emigrados.

Lizito, residente em Achadinha Baixo, Cidade da Praia, uma das pessoas ouvidas por este diário digital, faz o seu relato na primeira pessoa . “Estou assustado e aflito porque já me desloquei para os Correios de Cabo Verde no Plateau durante cinco dias consecutivos e a resposta do funcionário é sempre o mesmo: Não há dinheiro e tem que aguardar”, denuncia.

Manuel Reis, também tem a mesma preocupação e mostra-se insatisfeito. O mesmo aguarda pelo recebimento de 400 euros que o irmão o terá enviado de Portugal, há cerca de quatro dias, e que até o momento do contato com a nossa reportagem ainda não teria obtido resposta positiva da Agência dos Correios de Cabo Verde, sito no Plateau.

“Os Correios de Cabo Verde não preveem datas para a chegada das remessas e o dinheiro nos faz muita falta, sobretudo nesta ocasião da pandemia da COVID-19. Hoje fazem quatro dias consecutivos que me desloco de Sanha-Rei para aqui e ainda continuo aguardando”, revela Reis.

Júlio Rodrigues vive uma situação semelhante. Disse ao asemanaonline que faz esta quinta-feira, seis dias que está a “correr atrás" do dinheiro que seu irmão enviou da Suíça e ainda não o recebeu.

"Entendo o momento que estamos a passar em função da pandemia, mas é um prazo muito extenso em relação ao dinheiro que meu irmão me enviou da Suíça, desde sábado que ele me informou já havia enviado o montante pelos Correios", disse.

Correios de Cabo Verde esclarece sobre atraso no pagamento de vales eletrónicos

A propósito, e na sequência da notícia veiculada na Televisão Pública de Cabo Verde (TCV), na terça-feira, 06, dando conta de utentes que reclamam da “falta de dinheiro na Agência de São Filipe, ilha do Fogo, os Correios de Cabo Verde (CCV) esclarecem que os atrasos deveram-se ao feriado do período pascal na Europa e noutras partes do Mundo.

“Infelizmente, com a ponte e feriado do tríduo Pascal na Europa, tivemos atraso nas transferências e reposição de vales internacionais, com destino aos Correios de Cabo Verde, situação que agora se encontra praticamente resolvida”, esclarece a Diretora Comercial e Marketing dos CCV, Lúcia Brito.

Para aquela responsável dos CCV, a “forte” demanda causada pelo aumento da procura dos serviços de transferências obrigaram aos Correios a reforçarem a sua capacidade de resposta, nomeadamente os fundos disponíveis. A empresa diz lamentar os eventuais constrangimentos causados e "compromete-se" na tomada de novas medidas para que a entidade continue a prestar um serviço de qualidade aos clientes, conforme esclarecimentos.

“Os serviços financeiros dos Correios de Cabo Verde, com foco nas Plataformas de Transferências Online, concretamente MoneyGram, tiveram um crescimento de 54% no ano de 2020 e continuam com um excelente ritmo de crescimento no primeiro trimestre de 2021”, concluiu, alegando que o caso de São Filipe, na ilha do Fogo, não deveria ser tratada como situação alarmante.

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