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Vacina Pfizer para 12-15 garante escola segura, mas vacino-céticos aumentam nos EUA 13 Maio 2021

A autoridade do medicamento dos Estados Unidos, FDA, deu nesta terça-feira luz-verde à utilização da vacina Pfizer-BioNTEch no grupo etário dos 12-15 anos. O problema é que os vacino-céticos estão firmes e a crescer. o que vai complicar "o processo da imunidade de grupo indispensável para controlar a epidemia"

Vacina Pfizer para 12-15 garante escola segura, mas vacino-céticos aumentam nos EUA

A vacina para os mais jovens provou a sua segurança, diz a comunidade científico-médica, mas isso não conta para a crescente comunidade dos vacino-céticos que podem pôr em risco a obtenção de 80 por cento de vacinados, percentagem indispensável para atingir a imunidade grupal.

"Temos é de encontrar a metodologia certa para os educar", afirmou o diretor do Yale Institute for Global Health/ Instituto Yale para a Saúde Global, Saad Omer, especialista no ceticismo vacinal em entrevista ao Washington Post nesta segunda-feira.

A questão da vacina anti-Covid para crianças e adolescentes é um tema delicado, que divide também a comunidade científica no Canadá, que foi o primeiro país a avançar para a vacinação: Canadá aprova 1ª vacina anti-Covid para 12-15 anos — Sem luz-verde nos EUA, 07.mai.021. Dias depois, a FDA, a autoridade do medicamento dos Estados Unidos deferiu o pedido da Pfizer.

A Alemanha defende que a vacinação dos "adolescentes de 12 a 15 anos é essencial para obter a imunidade de grupo e controlar a epidemia" e só espera autorização da EMA, indicou o ministro da Saúde Jens Spahn na sexta-feira, 7. Se tiver luz-verde da União torna-se o terceiro país depois do Canadá e Estados Unidos que já inoculam a vacina da Pfizer ao grupo entre os doze e os quinze anos de idade.

O governo federal e os governos regionais consensualizaram a decisão de "vacinar todos os que têm entre 12 e 18 anos daqui até ao fim de agosto", anunciou o ministro que conta ter até junho a devida autorização da EMA para a vacinação dos mais jovens.

Movimentos anti-vacina

Os movimentos anti-vacina, que existem nos países mais desenvolvidos desde o início da imunização no século XIX, ganharam em 2020 maior projeção e organização com a sua aproximação aos novos movimentos da extrema-direita.

A pandemia em curso foi ocasião para — dadas as medidas restritivas impostas e com diversas consequências na sociedade e na economia —o surgimento de ações de informação/desinformação, "narrativas conspiracionistas" e campanhas de influência/ingerência, com o objetivo de afetar a confiança pública, revelam estudos diversos, como os do instituto da Universidade Yale acima referido.

Fontes: Washington Post/DW.de/BBC/AP. Relacionado: Alemanha acelera vacinação extensiva ao grupo 12-15 anos, 11.mai.021; Canadá aprova 1ª vacina anti-Covid para 12-15 anos — Sem luz-verde nos EUA, 07.mai.021.

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