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Vacinação em Cabo Verde vai cobrir 95% da população de risco no arranque 22 Janeiro 2021

O Governo cabo-verdiano anunciou esta quinta-feira, 21, que tem 15 milhões de dólares garantidos para implementar o plano de vacinação contra a covid-19, que vai cobrir na primeira fase 95% da população de risco, embora sem avançar com prazos.

Vacinação em Cabo Verde vai cobrir 95% da população de risco no arranque

Em comunicado, o Governo afirma que já garantiu recursos para materializar esse plano, através de um apoio de cinco milhões de dólares (4,1 milhões de euros) do Banco Mundial e mais 10 milhões de dólares (8,2 milhões de euros) angariados através de um programa da sub-região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), conforme escreve a Agência Lusa.

"Cabo Verde vai adotar o modelo padrão que vem sendo aplicado noutros países. Vamos garantir a vacinação de pelo menos 95% da população de risco na primeira fase", lê-se no comunicado.

Essa priorização na vacinação em Cabo Vede começa pelos profissionais de saúde e pelas pessoas com maior risco de ter a forma grave da Covid-19, e que, por isso, "poderão esgotar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde tal como está a acontecer em alguns países", cita a nossa fonte. A lista prioritária integra ainda os elementos da Polícia Nacional, da Proteção Civil e das Forças Armadas, que estão na linha da frente, segundo o Governo, citado pela Lusa, acrescentando que as pessoas que trabalham no domínio do turismo, no sentido de dar mais segurança aos turistas, setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde.

"O Governo de Cabo Verde está a seguir as melhores práticas internacionais para que o processo de vacinação dos cabo-verdianos decorra da melhor forma possível. Portanto, os profissionais de saúde vão ser os primeiros a serem vacinados em Cabo Verde, como tem sido em todo mundo", lê-se ainda na nota.
O documento acrescenta que a mobilização para o acesso à vacina está a ser feita utilizando uma abordagem assente em três eixos. Nas vertentes comercial, político diplomática e em colaboração com os parceiros internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial.

O Vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, anunciou esta semana que Cabo Verde pretende vacinar cerca de 10 mil funcionários ligados ao setor do turismo, numa primeira fase que deverá arrancar ainda neste trimestre, segundo a expectativa inicial do Governo e que continua por confirmar, dada a falta de acesso a vacinas no mercado internacional.

"Temos um plano de vacinação em curso, que, numa primeira fase, vai beneficiar e priorizar cerca de 10 mil funcionários que estão na área do turismo, precisamente para protegermos os turistas da infeção", disse Olavo Correia, durante um encontro com os empresários na ilha do Sal, citado pela Lusa.

Ainda segundo o número dois do Governo de Cabo Verde, enquanto a vacina não chega ao país, o que importa é fazer um "bom combate" à pandemia, com todas as medidas implementadas.

Antes, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que estão a ser criadas as condições para introduzir a vacina contra a Covid-19, no arquipélago, para os grupos prioritários, durante o primeiro trimestre, e que o financiamento para a sua aquisição está garantido.

Já o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, pediu que seja continuado um "combate determinado e inteligente" aos efeitos da Covid-19, esperando pela disponibilização em breve da vacina contra o novo coronavírus no arquipélago.

No início do ano, o Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, admitiu não poder comprometer-se com datas para o início da vacinação contra a Covid-19, no arquipélago, embora garanta que o problema não é falta de financiamento.
"É um processo. Não posso honestamente dizer que no primeiro trimestre já teremos a vacina. Eu gosto de falar quando temos essa certeza. Não temos essa certeza", afirmou.

De acordo com Arlindo do Rosário, Cabo Verde conta ter acesso a uma vacina contra a covid-19 através da plataforma Covax, promovida pela OMS e pela Aliança para as Vacinas, que deverá garantir doses para os grupos de maior risco, aproximadamente 20% da população do arquipélago.

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