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Vaticano: Ex-cardeal Becchiu no banco de réu suspeito de fraude com dinheiro da Igreja 29 Julho 2021

O ex-cardeal Angelo Becchiu é réu por crimes relacionados com a venda de um edifício em Londres. O suspeito de peculato, abuso de poder também em regime de concorrência, bem como por suborno, ao ser ouvido no 1º dia do julgamento negou os crimes financeiros: "Estou confiante de que os juízes verão os factos com clareza e a minha grande esperança é que reconheçam a minha inocência".

Vaticano: Ex-cardeal  Becchiu  no banco de  réu suspeito de fraude com dinheiro da Igreja

O papa Francisco, que o elevou a cardeal em 2018, foi quem — em prol da "retidão nas finanças da Igreja Católica" — levantou a "imunidade cardinalícia" de Angelo Becchiu para que possa ser julgado no maior processo do tipo em toda a história do Vaticano, segundo a imprensa italiana.

A investigação iniciada em 2019 apurou "elementos que implicam o cardeal, outras dez pessoas e quatro empresas".

Uma "vasta rede de conexões em termos de operadores económicos" levou a Igreja a sofrer prejuízos avultadíssimos, segundo a investigação que levou ao julgamento iniciado esta terça-feira no tribunal do Vaticano.

Segundo a imprensa da referência citando a defesa, o ex-cardeal Becchiu além de negar as acusações, confirmou a intenção de "processar por calúnia o Mons. Alberto Perlasca e a senhora Francesca Immacolata Chaouqui, pelas falsas declarações prestadas ao Promotor da Justiça".

A próxima audiência de Becchiu foi agendada para 12 de outubro.

17 mil m2 em apartamentos de luxo

A fraude financeira que envolve o ex-cardeal começa por um um negócio imobiliário de luxo no bairro londrino de Chelsea. Pago com centenas de milhões de euros — uma primeira tranche de 200 ME, seguida de outros, num total acima de 500 ME — provenientes do "óbolo (donativos de particulares) a São Pedro".

O ex-cardeal é o principal responsável por esse "investimento realizado pela Secretaria Financeira do Vaticano e que se esfumou deixando avultados prejuízos".

Os seus alegados comparsas são o suíço René Brülhart, ex-presidente da Autoridade de Informação Financeira da Santa-Sé, acusado de abuso de poder; Monsenhor Enrico Crasso, ex-gestor do Património Reservado da Secretaria de Estado, por extorsão e abuso de poder.

Destacam-se ainda: Tommaso Di Ruzza, ex-diretor da Autoridade de Informação Financeira da Santa-Sé; Cecilia Marogna, conhecida por "a sra. do cardeal" e que como jovem consultora da Secretaria de Estado tinha carta branca para segundo a Crux, órgão de imprensa do Vaticano, movimentar um fundo de meio milhão de euros duma conta na Eslovénia. Ela é suspeita de ter gasto um elevado montante em compras de luxo.

Outros implicados: o investidor Raffaele Mincione, o advogado Nicola Squillace, Fabrizio Tirabassi, ex-quadro laico do Vaticano, e Gianluigi Torzi, um corretor detido desde maio em Londres.

Fontes: Osservatore.it//Crux/Corriere.it/Financial Time/NY Times. Foto(AP): Papa Francisco e o cardeal Angelo Becchiu em 2018.

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