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Vaticano: Viganò apela à ’resistência de crentes contra golpe-de-Estado mundialista desde há 2 anos’ 30 Novembro 2021

O arcebispo Carlo Maria Viganò dirigiu, no sábado 27, um apelo aos crentes para se unirem numa "aliança anti-mundialista para libertar a humanidade do regime totalitário". O apelo circula desde o segundo dia após ser anunciada uma nova variante do novo coronavírus que suscitou posições contrastantes dos líderes de Estados — veja-se no Ocidente os que tocam o alarme enquanto outros apelam à calma — enquanto as maiores farmacêuticas internacionais se preparam para desenvolver uma vacina adaptável à Ômicron.

Vaticano: Viganò apela à ’resistência de crentes contra golpe-de-Estado mundialista desde há 2 anos’

A Cidade-Estado do Vaticano centraliza dois factos em menos de uma semana. Um, a divulgação da foto inquietante do papa João Paulo II em audiência privada a dois ex-poderosos e atuais párias — e que seria conhecida desde 2005. Outro, a mensagem forte de monsenhor Viganò, que tem nos últimos três anos desenvolvido uma oposição tenaz às reformas que o papa Francisco tem vindo a propor desde o início do seu pontificado em 2005.

De Viganò, o ex-enviado papal à primeira potência e que passou a ser conhecido sobretudo numa fase posterior à foto de 2013, transcrevemos a mensagem traduzida a partir do vídeo na internet, com entretítulos nossos.

O apelo através de vídeo a circular desde sábado é dirigido aos "crentes de todo o mundo para que lutem e vençam as elites maléficas, os conspiradores que desejam escravizar homens e mulheres livres".

Apelo do arcebispo Viganò contra o golpe-de-Estado mundialista desde há 2 anos

"Perante este golpe-de-Estado mundial, torna-se necessário formar uma aliança anti-mundialista internacional que junte todos os que querem opor-se à ditadura.

"Desde há dois anos que assistimos a um golpe-de-Estado mundial, pelo qual uma elite financeira e ideológica conseguiu o controlo sobre uma parte dos governos nacionais, instituições públicas e privadas, os media, justiça, políticos e chefes religiosos.

"Todos, sem distinção, se tornaram escravos destes novos senhores que garantem o poder, dinheiro e afirmação social aos seus cúmplices.

"Os direitos fundamentais, que até ontem eram tidos como invioláveis, foram pisoteados em nome duma urgência: num dia urgência sanitária, no dia seguinte urgência ecológica, depois urgência internet.

"Este golpe-de-Estado mundial retira aos cidadãos toda a possibilidade de defesa, porquanto os poderes legislativo, executivo e judicial são cúmplices da violação da lei, da justiça e do objetivo [para que foram instituídos]. É um golpe-de-Estado global, pois que este ataque criminoso contra os cidadãos se estende pelo mundo inteiro, quase sem nenhuma exceção. É uma guerra mundial, na qual os inimigos somos todos nós, mesmo os que, sem querer, ainda não compreenderam o significado do que está a acontecer.

Nova Ordem Mundial... anula a fé em Cristo

"É uma guerra que se faz sem armas mas com regras ilegítimas, políticas económicas perversas e limitações intoleráveis dos direitos naturais. Organizações supranacionais, financiadas em grande parte por conspiradores deste golpe-de-Estado, estão a interferir no governo das nações individuais e na vida, relações e saúde de milhares de milhões de pessoas. Fazem-no pelo dinheiro, mas sobretudo para centralizar o poder a fim de estabelecer uma ditadura planetária. É a Grande Reinicialização do Fórum Económico Mundial, a Agenda 2030 das Nações Unidas. É o plano da Nova Ordem Mundial, na qual uma república universal subjuga todo o mundo e uma religião da humanidade anula a fé em Cristo.

"Perante este golpe-de-Estado mundial, é preciso formar uma aliança anti-mundialista internacional que junte todos os que querem opor-se à ditadura, todos os que não têm a intenção de tornar-se escravos dum poder sem rosto, todos os que não querem anular a sua identidade própria nem a sua individualidade própria ou a sua fé religiosa própria. Se o ataque é global, a defesa também tem de ser global.

Apelo a um programa político cristão

"Apelo aos dirigentes, os dirigentes políticos e religiosos, aos intelectuais e a todas as pessoas de boa vontade, convido-os a unirem-se numa aliança para lançar um manifesto anti-mundialista refutando ponto por ponto os erros e os desvios da Nova Ordem Mundial internacional e que propõe alternativas concretas para um programa político inspirado pelo bem comum, os princípios morais do cristianismo, os valores tradicionais, a proteção da vida e da família natural, a proteção da empresa e do trabalho, a promoção da educação e da pesquisa, e o respeito da criação.

"Esta aliança anti-mundialista terá de unir as nações que tencionam escapar ao jugo infernal da tirania e afirmar a sua própria soberania, através de acordos de colaboração mútua com as nações e povos que partilham os seus princípios e o anseio comum de liberdade, de justiça e de bondade. Ela deverá denunciar os crimes das elites, identificar os responsáveis, denunciá-los perante os tribunais internacionais, e limitar o seu poder excessivo e a sua influência nefasta. Ela deverá impedir a ação dos lobbies, através sobretudo da luta contra a corrupção dos agentes do Estado e dos que trabalham na indústria da informação, com o congelamento dos capitais que servem para desestabilizar a ordem social.

Ações concretas

"Nas nações em que os governos estão subservientes às elites, podem ser criados movimentos de resistência popular e comités de libertação nacional, abrangendo representantes de todos os setores da sociedade com propostas para uma reforma radical da política, inspirada pelo bem comum e que se oponha com firmeza ao projeto neo-malthusiano da agenda mundialista. Convido todos os que querem defender a sociedade cristã tradicional a unir-se num fórum internacional, que se realizará o mais cedo possível, pelo qual os representantes das diverses nações se reunirão para apresentar uma proposta séria, concreta e clara.

"O meu apelo dirige-se aos dirigentes políticos e aos governantes que se preocupam com o bem dos seus concidadãos, deixando de lado os antigos sistemas de partidos políticos e a lógica imposta por um sistema submisso ao poder e ao dinheiro. Apelo a todas as nações cristãs, do leste ao oeste convidando os chefes de Estado e as forças sãs das instituições, da economia, do trabalho, das universidades, da saúde e da informação para se juntarem num projeto comum, que perturbe os antigos sistemas e coloque de lado as hostilidades que os inimigos da humanidade desejam em nome do Divide et impera/Divide para reinar.

"Não aceitemos as regras do nosso adversário, que foram feitas precisamente para nos impedir de reagir e de organizar uma oposição eficaz e impactante. Apelo às nações e cidadãos a unirem-se sob a Cruz de Nosso-Senhor Jesus-Cristo, o único Rei e Salvador, o Príncipe da Paz — In hoc signo vinces/Por este sinal, vencerás.

"Vamos construir esta aliança alter-mundialista, demos-lhe um programa simples e claro, e libertemos a humanidade dum regime totalitário que reúne em si os horrores das piores ditaduras de todos os tempos. Se continuarmos a agir tardiamente, se não compreendermos a ameaça que pesa sobre nós todos, se não reagirmos organizando-nos numa resistência firme e corajosa, este regime infernal que se instala pelo mundo todo não poderá ser parado.

"E que Deus todo-poderoso nos assista e nos proteja".

Fontes: www.ncregister.com/Le Monde/Corriere della Sera /BBC. Relacionado: Arcebispo Carlo Maria Viganò pede renúncia de papa Francisco — "Leiam e façam o vosso juízo", replica o papa, 27.ago.018; Foto inédita do Papa a abençoar Epstein e Ghislaine em 2003, 27.nov.021. Fotografados em 2013 o papa Francisco e o seu embaixador nos Estados Unidos, Carlo Viganò — que em 25.10.2020 em carta a Trump apelou-o a intervir "perante esta conspiração mundial contra Deus e a humanidade".

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