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Venda da posição estatal na Enacol disparou valor da distribuidora cabo-verdiana 25 Julho 2020

A venda da participação do Estado de Cabo Verde na Enacol, liderada pela Galp, levou a distribuidora de combustíveis cabo-verdiana a valorizar em 65,6% as ações, segundo o relatório bolsista anual, divulgado esta sexta-feira,24.

Venda da posição estatal na Enacol disparou valor da distribuidora cabo-verdiana

Segundo a Lusa, o Governo lançou hoje a Oferta Pública de Venda das acções do Estado de Cabo Verde na Enacol, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado das Finanças, Gilberto Barros, na sede da Bolsa de Valores, na Praia.

O relatório extensivo de 2019, da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BCV), a que a Lusa teve acesso, confirma pela primeira vez que a venda da participação estatal na distribuidora de combustíveis, de 2,1%, foi concluída em dezembro, levando a Enacol a fechar o ano com um valor de 3.826 escudos (34,5 euros) por ação.

Trata-se do valor mais alto desde o pico de 4.301 escudos (38,8 escudos) atingido em 2014, mas que também compara com o mínimo de 2.000 escudos (18 euros) em 2016.

“A valorização das ações da Enacol pode ser explicada pela reação que o mercado teve à elevada procura registada na Oferta Pública de Venda ao preço unitário de 3.991 escudos [36 euros], cuja liquidação física e financeira ocorreu em meados de dezembro”, lê-se no relatório, que assim confirma a operação.

Em 30 de junho de 2019, vários meses antes do anúncio da venda da posição do Estado, cada ação da Enacol valia 2.772 escudos (25 euros).

Coforme a mesma fonte, o Governo cabo-verdiano anunciou em novembro a venda da participação de 2,1% (21.000 ações) na Enacol, mas os direitos dessa ‘golden share’ - conferindo “direito de veto” em deliberações relativas a alterações do contrato de sociedade, à fusão, à cisão, à transformação e à dissolução de sociedade, entre outras matérias - não transitariam para os novos acionistas.

Com a operação, o Estado encaixou quase 84 milhões de escudos (760 mil euros).

A Enacol, criada em 1979 e com uma quota de mercado na distribuição em Cabo Verde de produtos petrolíferos superior a 50%, é atualmente participada em 48,3% pelo grupo português Galp, em 38,7% pela Sonangol Cabo Verde, além de outros pequenos acionistas (10,9%).

Das quatro empresas cotadas em bolsa em Cabo Verde, a Sociedade Caboverdiana de Tabacos (SCT) registou em 2019 um crescimento de 25% na cotação, passando a valer 5.000 escudos (45,1 euros) por ação, enquanto o Banco Comercial do Atlântico (BCA, grupo Caixa Geral de Depósitos) subiu 21% face à última cotação de 2018, para 2.430 escudos (22 euros). Já cada ação do banco estatal Caixa Económica valia no final do ano 2.400 escudos (21,6 euros), uma quebra de 17% face a 2018.

À data de 23 de julho de 2020, cada ação da SCT valia 5.500 escudos (50 euros), da Enacol 4.610 escudos (41,6 euros), da Caixa Económica 2.300 escudos (20,7 euros) e do BCA 1.428 escudos (12,9 euros).

A Bolsa de Valores de Cabo Verde foi criada em maio de 1998 e conta com quatro empresas cotadas, com destaque para o Banco Comercial do Atlântico (BCA, detido pelo grupo Caixa Geral de Depósitos) e para a Caixa Económica, e outras que emitem obrigações.

Os acionistas da Cabo Verde Telecom (CV Telecom), principal operadora de telecomunicações do país, aprovaram em 2018 a entrada da empresa em bolsa, que ainda não se concretizou, conclui a Lusa.

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