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Venezuela: Nicolás Maduro culpa extrema direita e Colômbia por alegado atentado 05 Agosto 2018

Uma explosão abalou, este sábado, o centro de Caracas, quando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursava num evento da Guarda Nacional Bolivariana. Maduro acusa a extrema direita local e Colômbia como sendo os responsáveis do alegado ataque realizado através de drones com explosivos.

Venezuela: Nicolás Maduro culpa extrema direita e Colômbia por alegado atentado

Conforme Euronews que cita Lusa e Reuters, Maduro, a esposa, Cilia Flores, e altas patentes militares são vistos a olhar para cima, enquanto soldados fogem de forma desordenada na rua, antes da transmissão televisiva da estação pública ser interrompida abruptamente.

O governo venezuelano apontou para drones com explosivos como a origem do alegado ataque, mas bombeiros indicaram sob anonimato que a explosão se teria ficado a dever a uma bilha de gás num apartamento próximo do local onde decorriam as celebrações do 81º aniversário da Guarda.

No entanto, Jorge Rodriguez, ministro venezuelano das Comunicações, revelou que se tratou de um atentado à vida de Nicolás Maduro e que sete soldados ficaram feridos, tendo sido assistidos num hospital, e que o presidente, que escapou ileso, se reuniu logo de seguida com os ministros e oficiais militares.

Segundo autoridades locais referidas pela imprensa, o alegado atentado aconteceu às 17h41 locais, 22h41 em Portugal continental. Algumas horas após o sucedido, o líder venezuelano culpou diretamente a extrema direita do país, bem como a extrema-direita colombiana e o Presidente do país, Juan Manuel Santos.

"Não tenho dúvidas de que tudo aponta para a direita, para a ultra direita venezuelana, em aliança com a ultra-direita colombiana, e que o nome de Juan Manuel Santos está por trás deste ataque", afirmou Nicolás Maduro.

Bogotá já veio desmentir a acusação, num momento em que a Colômbia está em plena transição de poder, já que o mandato de Juan Manuel Santos cessa na próxima terça-feira.

"Isso não tem base, o presidente está empenhado no batismo da sua neta Celeste, e não em derrubar governos estrangeiros", disse uma fonte da presidência colombiana aos jornalistas, no sábado.

Entretanto, um movimento paramilitar denominado Soldados de Franelas, criado em 2014, reivindicou no Twitter a autoria do alegado ataque.

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