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Venezuela: Golpe de Estado em curso é nova etapa do auto Guaidó/Maduro, com desfecho em aberto 30 Abril 2019

Última terça-feira de abril, os militares da Base Aérea La Carlota estão do lado de Guaidó e abriram os portões ao povo para ajudar a derrubar o ’usurpador’. O presidente Maduro diz ter garantias de "lealdade dos militares ao Povo, à Constituição e à Pátria".

Venezuela: Golpe de Estado em curso é nova etapa do auto Guaidó/Maduro, com desfecho em aberto

O ’presidente’ autoproclamado contra o ’usurpador’ presidente Maduro deu esta terça-feira, 30, o ousado passo que muitos temeram como prenúncio de uma guerra civil. Mas os politólogos confessam que, embora não sabendo até onde vai o autoproclamado golpe de Estado, é todavia quase impossível que a Venezuela venha a entrar num conflito armado.

O "golpe" desta terça-feira, ousar-se-ia dizer, pode ser um arrojado lance para garantir, sobretudo à comunidade internacional, que continua a determinação de Guaidó em derrubar Maduro. Tanto mais que ao fim de quatro sábados de protestos conhecidos como ‘Operação Liberdade’ — que puseram em movimento várias cidades do país para pedir a saída de Maduro — a repercussão internacional foi fraca, com as agências noticiosas algo silenciosas em cada sábado de protesto.

Apenas nas redes sociais se deu conta no 1º sábado, 6, que na capital, Caracas – onde se viu a Voz da América via Facebook entrevistando passantes, uns aparentemente esquivando-se e sobre as quais diz o repórter que “é natural, têm medo” —, a população saiu em resposta à convocatória da mobilização desse primeiro ato de “máxima pressão cidadã”.

O “protesto nacional” dos sábados passou a uma mais retumbante atuação conduzida por Guaidó que horas depois da ocupação da base áerea subiu ao palco da Plaza de Francia, na tarde de terça-feira, 30 para repetir o que dissera no início do mês: “Desta vez, vamos conseguir o fim da usurpação de Maduro”.

Crise noticiada

Os testemunhos das dificuldades vividas vêm de gente de outro modo anónima. Mas, nesta Venezuela filmada para reportagens sobre o "caos do regime", os seus depoimentos e rostos são mediáticos.

Os banhos nos rios e outras fontes de água livre, os bidons de água que velhos e novos carregam, as dificuldades de viver sob constantes apagões, com racionamentos em tudo, da comida e remédios, às salas de aulas fechadas em certos dias, tudo isso passa a dominar a comunicação social de referência global.

E no ar a ameaça de uma intervenção armada das ’potências’, em que quem é pró Maduro é contra Guaidó e viceversa. Intervenção mais retórica que realizável, dada a história da Venezuela que nunca teve qualquer intervenção do tipo em quase duzentos anos de história do país independente.

Portugal e Espanha, que têm uma imensa diáspora na Venezuela e desde a primeira hora se posicionaram ao lado de Guaidó, esta terça-feira endereçaram apelos "para que haja uma soulção política e que evite o derramamento de sangue".

Intervenção militar: é pouco credível que saia algo nesse sentido do Conselho de Segurança das Nações Unidas

Os Estados Unidos, sem garantias de países como o Brasil e a Colômbia, impreparados para uma intervenção militar neste momento, não iriam "comprar essa briga", como analisa um politólogo brasileiro.

A intervenção armada das ’potências’ — numa espécie de renovação dos tempos da guerra-fria, antes da Queda do Muro (1989) — seria algo jamais visto na Venezuela.

Fontes: Washington Post/BBC/Le Monde/DW.de....Foto: Entre crises, ainda há oásis na Venezuela.

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