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Venezuela pede a Cabo Verde para libertar Saab — Na lista Interpol por crimes, alegado "testa de ferro de Nicolás Maduro" 14 Junho 2020

O apelo do governo venezuelano surge na sequência da detenção na sexta-feira à noite do colombiano Alex Saab, durante o reabastecimento do avião privado em que viajava rumo ao Irão, segundo fonte do Departamento de Justiça dos Estados Unidos citada pela ’Associated Press’. O colombiano de origem libanesa ( agora em prisão preventiva em Cabo Verde), visado pela Justiça americana e colombiana, está na lista de procurados da Interpol, desde junho do ano passado, por crimes financeiros relacionados com o seu alegado papel de testa de ferro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Venezuela pede a Cabo Verde para libertar Saab — Na lista Interpol por crimes, alegado

Segundo a Voa, as autoridades de Cabo Verde prenderam um empresário alegadamente ligado ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e procurado nos Estados Unidos, confirmou o Departamento de Justiça americano.

Alex Saab, um colombiano que usa também passaporte da Venezuela, foi preso, segundo a mesma fonte, na sexta-feira, 12, quando o avião em que seguia a caminho do Irão fez escala em Cabo Verde para reabastecimento.

Alex Nain Saab Morán, de 48 anos, procurado pela Justiça da Colômbia — que na terça-feira anunciou ter-lhe congelado bens em valor superior a nove milhões de dólares, por suspeita de lavagem de capital — consta duma lista de foragidos desde 2018, segundo o diário El Heraldo Colombia.

Os crimes que lhe são imputados ligam-se ao seu papel de intermediário em operações ilegais de âmbito financeiro, num montante de 135 milhões de dólares.

Saab é acusado pela Justiça do seu país de servir de testa de ferro do presidente Nicolás Maduro, da Venezuela objeto de sanções internacionais, inclusive pela Colômbia.

Venezuela reage contra a "detenção arbitrária"

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela informa que Saab viajou entre Caracas e Teerão na qualidade de "agente" do Estado com a missão de obter "alimentos, medicamentos e outros bens de cariz humanitário", no âmbito da crise pandémica em curso.

O apelo do governo venezuelano ao governo de Cabo Verde visa a libertação do alegado agente que, em busca de ajuda humanitária, "deve gozar de imunidade diplomática".

A sua "detenção arbitrária", acrescenta a nota do MNE venezuelano, viola a lei internacional.

Cabo Verde não tem acordo de extradição

A detenção de Saab em Cabo Verde, que não tem nenhum acordo de extradição com os Estados Unidos nem com a Colômbia, abre agora um capítulo inédito na história diplomática nacional — cujos contornos ainda estão para se ver.

Fontes: AP/El País/ Reuters/VOA/Heraldo-Colômbia. Foto: Passaporte colombiano de Saab na lista de procurados da Interpol .

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