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Venezuela propõe trocar prisioneiros norte-americanos por Alex Saab 16 Agosto 2022

Apoiantes do regime venezuelano propuseram hoje a "troca" de norte-americanos detidos na Venezuela por Alex Saab, um colaborador próximo do Presidente Nicolás Maduro, acusado de branqueamento de capitais pelos Estados Unidos, onde está preso desde outubro de 2021.

Venezuela propõe trocar prisioneiros norte-americanos por Alex Saab

"Esta (a troca) parece-nos uma boa opção", disse o porta-voz do movimento "Free Alex Saab", em conferência de imprensa citada pela Lusa.

"Aqui na Venezuela, há uma série de detidos americanos a cumprir penas, alguns por tentarem assassinar o Presidente, outros por crimes económicos cometidos contra a nação, etc. Se poder ser feita uma troca, excelente, porque vamos trazer de volta o nosso diplomata", disse Lopez.

Colombiano nacionalizado venezuelano, Saab foi detido em Cabo Verde quando o seu avião ali fez escala e foi extraditado para os Estados Unidos em junho de 2020. Caracas descreveu a detenção como ilegal, já que Saab disse que tinha passaporte diplomático.

Dois norte-americanos detidos na Venezuela foram libertados em março, logo após uma delegação de alto nível da Casa Branca ter visitado Caracas.

Um deles foi Gustavo Cardenas, um antigo executivo do Grupo Citgo, uma subsidiária da petrolífera estatal venezuelana PDVSA, condenado por corrupção, e o outro o cubano-americano Jorge Alberto Fernandez, preso no início de 2021 na fronteira com a Colômbia e acusado de "terrorismo".

Washington exige a libertação de Matthew Heath, um antigo militar detido em setembro de 2020, considerado por Caracas um "espião" e acusado de querer atacar instalações petrolíferas e de energia.

Segundo ainda a Lusa, a Venezuela e os Estados Unidos cortaram relações no início de 2019, com Washington a não reconhecer a reeleição como Presidente de Nicolás Maduro, que considera "fraudulenta".

Membros do "Free Alex Saab" apelaram aos familiares dos norte-americanos detidos na Venezuela para "pressionarem" Washington. "Todas as opções estão em cima da mesa", disse Pedro Carvajalino, outro porta-voz do grupo.

Os Estados Unidos estão a "fazer mais esforços para libertar uma jogadora de basquetebol na Rússia do que mais de 10 cidadãos americanos na Venezuela", acrescentou, citando o caso da estrela Brittney Griner, condenada na Rússia a nove anos de prisão por tráfico de droga. Foto:© Getty Images

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