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A ARROGÂNCIA E A AUSÊNCIA DO SIGILO PROFISSIONAL NO SECTOR DA SAÚDE PÚBLICA NACIONAL 19 Fevereiro 2018

Verifica-se que existe uma lacuna diversificada, na função pública nacional, refletindo experiências negativas nas instituições e, imposições no quadro regional. Existem sinais claro da necessidade de uma mudança paradigmática na formação de profissionais. Precisa-se de profissionais capazes de aprender a trabalhar em equipa, e de ter sempre em conta a realidade socio-profissional.

Por: Carlos Fortes Lopes, M.A.

(A Voz do Povo Sofredor)

A ARROGÂNCIA E A AUSÊNCIA DO SIGILO PROFISSIONAL NO SECTOR DA SAÚDE PÚBLICA NACIONAL

As directrizes nacionais para a função pública precisam passar a definir os objetivos do Governo, com base nas exigências e responsabilidades comuns nacionais.
Os profissionais da saúde pública nacional precisam ser capacitados, de forma a terem uma postura participativa, comunicativa, interativa, com caráter reflexivo e, interessados na aplicação dos princípios da humanização, da gestão e da ética pública em sua essência, e numa dimensão multiprofissional e, sobretudo, social. Os Gestores da Saúde Pública também precisam passar a atuar de forma integral e inovadora nas atividades de planejamento estratégico, organização e gestão dos Serviços Públicos na área da saúde e afins.

Verifica-se que existe uma lacuna diversificada, na função pública nacional, refletindo experiências negativas nas instituições e, imposições no quadro regional.

Existem sinais claro da necessidade de uma mudança paradigmática na formação de profissionais. Precisa-se de profissionais capazes de aprender a trabalhar em equipa, e de ter sempre em conta a realidade socio-profissional. Em relação à instituição da Saúde Pública , esta precisa ser apetrechada de forma a responder às demandas sociais, capaz de produzir, com profissionalismo e dedicação á profissão. Neste âmbito, é necessário começarmos a priorizar a atenção à saúde universal e com qualidade, com ênfase na promoção da saúde e atendimento adequado, além da necessária prevenção das doenças.

O perfil dos profissionais a serem formados ou em exercício das suas funções precisam ser generalistas, com sólida formação técnico-científica, humanística e ética, orientada para a promoção da saúde pública.

A produtividade e qualidade, não podem ser restringidas a apenas alguns departamentos. Os departamentos de Emergência dos hospitais precisam ser auditados e reestruturados, para o bem das instituições e dos utentes que solicitam esses serviços. Somos obrigados a ter maior controlo sobre os serviços públicos para evitarmos que os pobres sejam cada vez os mais sacrificados. Temos que trabalhar para termos um serviço público de saúde à altura das necessidades populacionais. As clínicas privadas são sinais de evolução mas não podem continuar a ser usadas como formas de enriquecimento ilícito. Há que se criar condições públicas para funcionalidade multidisciplinares na saúde pública nacional.

P.S: As obras de ampliação do Hospital Dr. Baptista de Sousa, já anunciadas pelo Ministro da saúde e da Segurança Social é algo meritório de aplausos mas não é a solução para a falta de profissionalismo e ética dos funcionários do departamento de emergências deste mesmo hospital.

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