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Viagens internacionais de Cabo Verde podem ser afetadas por taxas mais baixas no Montijo, Portugal 09 Janeiro 2019

É notícia de destaque, desde esta segunda-feira, 7, a grande redução - até 20% - que irão sofrer as taxas do novo aeroporto da Grande Lisboa, em Montijo, Portugal. A medida não deixou indiferentes muitos cabo-verdianos, aqui no país e na diáspora, já que a Lisboa é a principal porta de entrada para a Europa e é o autêntico ’hub’ das viagens internacionais deste país-arquipélago. Operadores económicos admitem que as viagens internacionais de Cabo Verde podem ser afectadas com essa baixa nas taxas aeroportuárias anunciada por Lisboa - podem ser preferidas em detrimento das que são praticadas nos aeroportos nacionais, sobretudo pela TACV Cabo Verde Airlines.

Viagens internacionais  de Cabo Verde podem ser afetadas por taxas mais baixas no Montijo, Portugal

Segundo o Eco-Sapo, os investimentos de 1.747 milhões de euros são aplicados, durante o período da concessão, na edificação do novo aeroporto na base militar do Montijo, a sul de Lisboa, na outra margem do rio Tejo, e na expansão do atual aeroporto de Lisboa, localizado na Portela. Serão integralmente assumidos pela concessionária detida pelo grupo francês Vinci.

Como contrapartida ao financiamento do projeto, a ANA-Aeroporto Nacional de Portugal poderá manter o crescimento das taxas aeroportuárias, o qual tem por base a atual procura desta entidade por parte dos operadores.

No novo modelo, a vigorar pelo menos entre 2023 e 2033, segundo aquele jornal, a ANA em simultâneo investirá na expansão do atual aeroporto e na construção do aeroporto do Montijo.

Taxas 20% mais baixas

Segundo retifica o referido site, as taxas do Montijo vão, afinal, ser até 20% mais baixas do que as da Portela. Revela que este desconto será uma das formas utilizadas para convencer as companhias aéreas a operarem no Montijo, que ficará operacional em 2022.

«As taxas aeroportuárias praticadas no novo aeroporto do Montijo serão 15% a 20% mais baixas do que aquelas que são cobradas no aeroporto Humberto Delgado -Portela. A informação consta do sumário do acordo assinado esta terça-feira entre o Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal e vem contrariar um valor que tinha sido divulgado esta manhã, que apontava para que as taxas fossem até 80% mais baratas», realça o Eco-Sapo.

De recordar que, esta manhã, o Público e o Jornal de Negócios escreveram que as taxas aeroportuárias do Montijo seriam 80% a 85% mais baratas do que na Portela. Contudo, contactada pelo ECO, fonte oficial do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas garante que as taxas no Montijo ficarão, no máximo, 20% mais baratas do que na Portela.

Segundo a mesma fonte, este será o desconto utilizado para atrair as companhias aéreas para operarem no aeroporto secundário de Lisboa. Para já, a Vinci, empresa francesa que detém a ANA na totalidade, indica apenas que há “várias” companhias interessadas em crescer na região de Lisboa através do Montijo, mas não revela quais.

Investimentos e moderação das taxas

Esta diferença nas taxas praticadas num e noutro aeroporto também se explica pela diferença do investimento que será feito pela ANA. «O acordo de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, assinado esta terça-feira, prevê que a concessionária dos aeroportos nacionais invista um total de 1.747 milhões de euros durante o período da concessão. Deste montante, 1.326 milhões serão investidos numa primeira fase, até ao ano de 2028, enquanto os restantes 421 milhões serão investidos ao longo de todo o período de concessão dos aeroportos, até ao ano de 2062», refere o documento.

Diz o mesmo jornal que o montante total a investir na primeira fase, a maior fatia (650 milhões) será destinada ao aeroporto Humberto Delgado, onde a ANA vai triplicar o ritmo de investimentos que irá fazer até 2028. Para o Montijo, está previsto investir um total de 520 milhões de euros, para além de outros 156 milhões para compensar a Força Aérea pela ocupação do Montijo e para melhorar os acessos aos dois aeroportos.

Apesar deste aumento do investimento, o aumento das taxas aeroportuárias será mais moderado do que aquilo que aconteceu até agora, desde que a ANA foi privatizada. “A evolução das taxas terá em conta os investimentos, a procura e a inflação e, a partir de 2023, a evolução das taxas praticadas em aeroportos europeus similares através de um processo de benchmark”, refere o acordo. “É eliminado o mecanismo de aumento de taxas com o crescimento da procura e prolongada a aplicação do fator de eficiência que reduz as atualizações anuais”, acrescenta o Eco-Sapo.

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