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Vietnamita ’Nobel do Verde’ condenada a 2 anos de prisão por evasão fiscal "é perseguição" — SG da ONU: "Indústria fóssil tem a humanidade agarrada pela garganta" 19 Junho 2022

A sentença aplicada ontem à sra. Nguy Thi Khanh — que dirige o centro vietnamita GreenID-Inovação e Desenvolvimento Ambiental e foi galardoada em 2018 com o prémio da Goldman pelo seu ativismo que levou à redução das fontes de energia mais poluentes — está a suscitar reações internacionais.

Vietnamita ’Nobel do Verde’ condenada a 2 anos de prisão por evasão fiscal

Segundo acreditam os apoiantes da destacada ativista ambiental vietnamita Nguy Khanh, ela está a ser alvo de perseguição por ser "uma das poucas vozes naquele país comunista a pronunciar-se contra a crescente utilização de centrais elétricas alimentadas a carvão".

"À luz da sua contribuição para a sociedade vietnamita e do seu trabalho, o veredicto (...) é demasiado duro", disse ontem a GreenID à imprensa da referência.

A notícia coincide com o discurso que fez, na sexta-feira, o secretário-geral da ONU-Organização das Nações Unidas, por ocasião do Dia Mundial da Luta contra a Desertificação.

O português António Guterres fez um apelo aos dirigentes das grandes economias para "acabarem com a era dos combustíveis fósseis".

O secretário-geral da ONU atacou a indústria dos combustíveis fósseis, acusando-a de “agarrar a humanidade pela garganta".

"O primeiro dever de um dirigente é proteger as populações dos perigos evidentes e atuais", rematou Guterres nesta sexta-feira.

Prémio Ambiental

Em 2018 a ativista recebeu o "Nobel Verde" por ter através da sua organização, GreenID, a mais conhecida do Vietname, conseguido convencer o Governo a retirar 20.000 megawatts de capacidade de carvão do plano energético nacional até 2030.

O diretor do Prémio Ambiental Goldman, Michael Sutton, apelou à libertação de Khanh. "Acreditamos que as acusações contra ela fazem parte de uma campanha para silenciar os líderes ambientais no Vietname", afirmou Sutton.

Muito recentemente, segundo lembrou Sutton, a ativista voltou a apelar ao governo do Vietname acerca da necessidade de mais leis contra o uso do carvão e para a proibição da captura da espécie protegida pangolim.

Fontes: AFP/BBC/Reuters

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