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Vigilantes anunciam greve de três dias para “obrigar cumprimento” de acordo coletivo de trabalho 09 Dezembro 2021

Os vigilantes de Cabo Verde anunciaram esta quinta-feira, 09, que vão partir para greve nos dias 29 e 30 deste mês e 01 de janeiro para “obrigar” as empresas de segurança a cumprir o acordo coletivo de trabalho celebrado.

Vigilantes anunciam greve de três dias para “obrigar cumprimento” de acordo coletivo de trabalho

O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Sindicato Nacional dos Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio e Pescas (Sintel), António Silva, tendo ressaltado que a intenção é pôr cobro a situação por que passam os vigilantes e acabar com aquilo que classifica de “abuso de poder” das empresas de segurança no País.

Esta decisão, segundo o mesmo, saiu da assembleia geral realizada entre os vigilantes e o sindicato a fim de analisar a situação laboral e os “constrangimentos” por que passa a classe devido ao “incumprimento, por parte de empresas de segurança privada”, do acordo coletivo de trabalho assinado e publicado e em vigor desde maio de 2021.

António Silva acusou também a Inspeção-geral do Trabalho e Ministério de Administração Interna de faltar com a fiscalização e regulação na área de segurança privada, tendo salientado que se está perante duas instituições que “não têm a competência para aplicar a lei laboral” em Cabo Verde.

“Porque é inadmissível que um acordo que entrou em vigor em maio de 2021 apenas duas empresas então a cumprir de forma faseadamente, são eles Sonasa e EVP. No caso de Silmac, está a atribuir aos vigilantes apenas dois mil escudos de subsídio de desempenho enquanto está a cobrar os seus clientes no valor fixado pelo Governo”, denunciou António Silva.

As empresas Proteção, Lda (Ronda), Setelima, empresas de Segurança Privada – CV, Lda (Sepricav) e a empresa de Segurança e Limpeza (Selim) até este momento, assegurou este responsável, “não pagaram nenhum vigilante”.

“Os vigilantes já estão desgastados e extremamente cansados desta situação, mas não pretendemos abaixar a guarda enquanto a situação não for resolvida, porque o acordo não pode ser mais um a morrer na praia, só para terem ideia acordo é desde de 2017, desde esta data é uma luta que não chega no fim”, considerou.

São por esses motivos que os vigilantes apelam ao Governo, na pessoa do vice-primeiro ministro, para munir os seus clientes, os ministérios, de diretrizes de modo a pagarem às empresas o montante que foi estipulado na lei. António Silva reiterou que caso a situação se mantiver os vigilantes já decidiram avançar para uma greve de três dias. A Semana com nforpress

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