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Angola: Viúvas de oficiais reformados dispostas a manifestarem-se nuas 23 Janeiro 2021

Generais na reforma e viúvas de guerra decidiram esta sexta-feira, 22, que a partir do dia 04 de Fevereiro, caso o Executivo de Angola não pague a dívida para com os oficiais generais, superiores, capitães e subalternos reformados, vão sair à rua em direção ao palácio presidencial, para ali permanecer até que sejam pagas todas as dívidas desde 2009.

Angola: Viúvas de oficiais reformados dispostas a manifestarem-se nuas

Conforme a Voice Of América (VOA), as viúvas dos combatentes oficiais angolanos dizem que estão dispostas a manifestar-se nuas para sublinharem a situação desesperada em que se encontram.

Numa conferência de imprensa os antigos generais e viúvas deram o mês de Janeiro para que seja paga a dívida dos militares angolanos na reforma, e se isso não acontecer, o mês de Fevereiro vai ser de manifestações de rua em direção ao Palácio Presidencial na cidade alta, como assegurou o general na reforma, José Nelson Limukueno da Associação dos Oficiais Generais, Superiores, Capitães e Subalternos Reformados.

"Se o camarada Presidente da República não pagar o que nos deve conforme a patente de cada um, a dívida das viúvas de guerra, podem contar conosco na rua em Fevereiro no palácio presidencial" disse, citado pela VOA.

O general na reforma e líder da associação mostrou-se emocionado ao pedir ao antigo colega de trincheira, hoje presidente e comandante em chefe, para orientar o pagamento de uma dívida que já vem desde 2009.

"Quem pode resolver o nosso problema é ele, João Lourenço, chefe do Estado de Angola. Ele é que manda nos dinheiros do país ele é que manda em tudo, nós estamos numa desgraça, por favor pague o nosso dinheiro", disse ele em lágrimas, segundo a Lusa, acrescentando que caso a situação não seja resolvida até o último dia deste mês, os antigos generais não vão para a rua sozinhos.

"Caso não nos atenderem desta vez, nós vamos nos juntar aos nossos militares na reforma e vamos em dircção ao palácio e todas nós vamos sem roupa, e se acham que as armas da polícia nos vai intimidar estão enganados", disse a viúva Isabel Luís, que perdeu o marido há dezassete anos, um coronel das ex Forças Armadas Populares da Libertação de Angola (FAPLA).

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