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Vive seis meses com o cadáver do pai para sacar pensão de 1176 euros 02 Setembro 2020

Amália Mendonça, de 63 anos, foi detida, considerada inimputável, e perigosa por sofrer de psicose esquizofrênica paranoide crónica.

Vive seis meses com o cadáver do pai para sacar pensão de 1176 euros

Segundo escreve o jornal Correio da manhã, uma mulher que viveu seis meses com o cadáver do pai em casa, nas Caldas da Rainha, continuando a sacar-lhe os 1176 euros/mês de reforma e a gastar tudo em compras. Amália Mendonça foi detida segunda-feira pela PSP num hospital de Lisboa e entregue ao hospital-prisão de Caxias para começar a cumprir os 8 anos de internamento psiquiátrico a que está condenada.

Foi anunciado esta terça-feira, que a Amália Mendonça, de 63 anos, foi considerada inimputável e perigosa por sofrer de psicose esquizofrénica paranoide crónica.

Refere-se a mesma fonte que, ao pai, Jorge Mendonça, de 87 anos, terá morrido de causas naturais, no final de 2015. A filha não disse nada à família e foi cobrindo o corpo do pai, caído no chão da cozinha, com café e chocolate em pó para disfarçar o cheiro da decomposição.

É de recordar que, a filha viveu por seis meses da reforma do antigo funcionário dos CTT e apenas foi descoberta quando uma neta estranhou os meses de silêncio do avô e deu o alerta. A antiga educadora de infância foi julgada no Tribunal de Leiria e condenada em março deste ano aos 8 anos de internamento pelos crimes de profanação de cadáver e burla tributária.

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