OPINIÃO

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Votação em Santa Catarina/Fogo: O caso dos cadernos eleitorais de Chã das Caldeiras deve ser investigado 26 Outubro 2020

Fosse Cabo Verde um País onde a justiça funcionasse, estas eleições em Santa Catarina do Fogo seriam anuladas. O caso dos cadernos eleitorais em Chã das Caldeiras é um caso que deveria ser investigado. Não percebo porque pessoas que vivem noutras localidades há mais de vinte anos tenha que votar na mais nova localidade de Santa Catarina. Os actuais residentes em Chã das Caldeiras votaram nas eleições passadas noutras localidades por causa da situação da erupção vulcânica, mas há cinco anos que retornou a população e só não voltaram todos porque aquele poder que veio a seguir não criou condições para os deslocados abandonados depois de 2016.

Por: Dom Danillon*

Votação em Santa Catarina/Fogo: O caso dos cadernos eleitorais de Chã das Caldeiras  deve ser investigado

Aceita-se o resultado mas não convence a ninguém com perfeito juízo. Na freguesia, em todas as localidades não dormiu-se nos últimos dias por causa da bandidagrm do adversário que resolveu vergonhosamente mostrar trabalho que não fez em quatro anos em quinze dias, quando as regras proíbem certas atividades. O Facebook está carregado de denúncias do tipo, quando as autoridades competentes fecham os olhos. É que as instituições do Estado chefiadas por comissários políticos usaram e abusaram das suas posições para apoiarem estratégias bandidas e assim esconder a má governação.

Fosse Cabo Verde um País onde a justiça funcionasse, estas eleições em Santa Catarina do Fogo seriam anuladas. O caso dos cadernos eleitorais em Chã das Caldeiras deveria ser investigado. Não percebo porque pessoas que vivem noutras localidades há mais de vinte anos tenha que votar na mais nova localidade de Santa Catarina. Os actuais residentes em Chã das Caldeiras votaram nas eleições passadas noutras localidades por causa da situação da erupção vulcânica, mas há cinco anos que retornaram a população e só não voltaram todos porque aquele poder que veio a seguir não criou condições para os deslocados abandonados depois de 2016.

Hoje em 2020 a CNE resolveu entregar um caderno sem nenhuma actualização com falecidos e nomes desconhecidos no nosso povoado e gentes conhecidas afetas ao paicv que simplesmente ficaram invisíveis e andaram às mesas à procura dos seus nomes apesar de nas Eleições passadas tivessem votadas. Este é o País que temos com funcionários que deveriam ter imparcialidade serem comissários políticos e estarem em estratégias mafiosas de grupos bem conhecidos. Entristece me viver num país assim depois de trinta anos de democracia os partidos privilegiam a ignorância e a demagogia em vez de educação e consciencialização. "A miséria não tem capricho", assim diz o ditado popular. A compra de consciência é uma realidade muito triste e vergonhosa. Manter as pessoas na miséria para exploração de consciência.

É bem conhecido aqui nesta freguesia os declarados compradores de votos que angaria fundos nos EUA e na Diáspora para o efeito.

Não falo no paradoxo do "fika na casa" proposta de morrer de fome deste Governo que reteve ajudas para o Covid-19 e agora tem dinheiro para comprar consciência.
Estamos sob a Governação de um suposto gang.

O Povo que se cuide. Depois não venham dizer que eu não disse!
Seguir-se-ão os dias da vingança e da discriminação depois destas eleições crispadas e manchadas pela violência e intimidação.

A luta continua! Se hoje os mais fortes em dinheiro venceram, amanhã a dignidade e a consciencialização serão assuntos para trabalhar.

Sempre de cabeça levantada! A luta continua, pois a esperança é um dom que eu tenho em mim.
— -
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