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WikiLeaks: Julian Assange 7 anos depois sai algemado da embaixada do Equador 12 Abril 2019

A polícia de Londres entrou na embaixada equatoriana e saiu com Julian Assange algemado. A República do Equador acaba, quase sete anos depois, de retirar o estatuto de refugiado político que permitiu ao fundador da ’WikiLeaks’ escapar das garras da lei desde 2012... até à noite desta quarta-feira, 10.

WikiLeaks: Julian Assange 7 anos depois sai algemado da embaixada do Equador

O presidente equatoriano, Lenin Moreno, retira o estatuto de asilado a Julian Assange, numa decisão "soberana" e motivada por "repetidas transgressões suas das convenções internacionais e dos protocolos da vida quotidiana".

Há sete anos, em junho de 2012, o fundador da WikiLeaks Assange obteve, do então presidente Rafael Correa (na foto), o estatuto de asilado político, o que lhe dava acoitagem na embaixada em Londres.

O atual presidente Moreno, que tomou posse em fevereiro de 2017, prometeu que continuaria a proteger Julian Assange, mas condicionando tudo a um “protocolo”, agora invocado para rescindir a promessa.

Enquanto o ministro Sajid Javid, do MAI, num ‘tweet’ felicitava a polícia de Londres e o Equador pela detenção, também Moscovo foi rápido a condenar a detenção como um “atentado à liberdade”, que é “estrangulada” com "a mão da democracia”, segundo escreveu no Facebook a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova.

Assange ajudou Trump…, disse advogado Cohen

O advogado Michael Cohen — detido por vários crimes relacionados com o encobertamento de “atos ilícitos”, “ilegalidades na campanha”, ‘irregularidades”, que atropelam as leis — depôs no seu julgamento este ano que o estratega da campanha de Trump em 2016, Roger Stone, estava em conversações com Julian Assange, da WikiLeaks, sobre a divulgação dos emails da Comissão Nacional Democrata.

Embora o presidente dos Estados Unidos repita que desconhecia “essas conversações”, Cohen apresenta como prova as gravações que fez subrepticiamente. Numa dessas gravações, ouve-se o “Não seria óptimo?” com que Trump rematou a conversa telefónica com Stone que lhe garantira: “Dentro de alguns dias, haverá um despejo maciço de emails” para prejudicar a Hillary Clinton na corrida presidencial de 2016.

Fontes: BBC/NY Times/Le Monde/...Arquivo: Julian Assange, chefe da WikiLeaks, detido em Londres, 7.12.2010

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