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WikiLeaks: Suécia pede extradição de Assange no caso de violação 14 Maio 2019

Esta segunda-feira, 13, a justiça sueca anunciou que vai reabrir o caso a pedido da defesa da alegada vítima de violação e emitir um mandado europeu de extradição contra Julian Assange. Resta agora saber como vai a justiça inglesa decidir quem tem prioridade no pedido de extradição: a Suécia ou os EUA onde o fundador do WikiLeaks pode, segundo a sua defesa, ser até condenado à morte.

WikiLeaks: Suécia pede extradição de Assange no caso de violação

A decisão da justiça sueca, anunciada pela vice-procuradora-geral, Eva-Marie Persson (foto), vem complicar a situação do fundador do Wikileaks cuja extradição está a ser pedida pelos Estados Unidos, a fim de ser julgado pela divulgação de documentos secretos em 2010. É que Assange pode enfrentar a pena de morte, alegam os seus advogados, "porque os Estados Unidos têm o hábito de extraditar pessoas e quando estas chegam à América, decidem acusá-las de mais ofensas".

Assange está desde o início deste mês — após a polícia londrina ser autorizada a entrar no recinto diplomático em 10 de abril — a cumprir 50 semanas de prisão por ter infringido a liberdade condicional em 2012 ao refugiar-se na embaixada equatoriana.

Imagens de 7 anos de Assange ’não são nada bonitas’

Esta é uma das afirmações que o presidente do Equador proferiu ao justificar a retirada do direito de asilo.

O presidente Lenin Moreno reiterou que retirou o estatuto de asilado a Julian Assange, numa decisão "soberana" e motivada por "repetidas transgressões suas das convenções internacionais e dos protocolos da vida quotidiana".

O sucessor de Rafael Correia, o atual presidente Moreno, que tomou posse em fevereiro de 2017, prometeu que continuaria a proteger Julian Assange, mas condicionando tudo a um “protocolo”, agora invocado para rescindir a promessa.

Ao longo deste mês foram sendo divulgados mais detalhes "nada bonitos" sobre os sete anos de reclusão de Assange. Desde conflitos com o pessoal da embaixada a comportamentos menos dignos, alegam as autoridades do Equador que vão acompanhando as acusações de imagens alegadamente elucidativas.

Fontes: BBC/CNN/NY Times/Le Monde/...Arquivo: Julian Assange, chefe da WikiLeaks, detido em Londres, 7.12.2010

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