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Workshop sobre zoonoses reúne profissionais da medicina humana e da veterinária num debate de conhecimento 08 Dezembro 2022

Um workshop sobre “Zoonoses de Atenção Prioritária em Cabo Verde: Atenção e Vigilância”, reuniu, esta quinta-feira, de forma presencial e online, profissionais da medicina e da veterinária para debaterem a interação no âmbito da saúde animal, ambiental e humana.

Workshop sobre zoonoses reúne profissionais da medicina humana e da veterinária num debate de conhecimento

O evento cuja abertura foi presidida pela presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Mendonça, e cujo foco incide nas doenças provocadas pelas zoonoses, visa, segundo esta responsável, possibilitar a difusão do conhecimento e o esclarecimento de dúvidas relacionadas à saúde pública.

“A segurança sanitária é transversal e o País precisa ter essa segurança já que é fundamental para o turismo. Trabalhamos no âmbito da abordagem “Uma Só Saúde” e hoje é mais uma actividade do ano, com foco especial nas zoonoses já que a maioria das epidemia e pandemias tem sido devido às zoonoses”, disse, realçando os desafios e as vulnerabilidades a nível económico e social a que Cabo Verde passou devido à covid-19.

Neste processo, Maria da Luz Mendonça afirmou que o país tem de trabalhar em várias frentes, sobretudo, na prevenção da saúde.

“Estamos a debater este tema para sabermos como estamos e qual o impacto das zoonoses na saúde pública, pois, queremos sair daqui como uma visão mais clara sobre o assunto e exercitar para que Cabo Verde trabalhe sempre na prevenção para não termos doenças provocadas pelas zoonoses”, afirmou.

Para isso, informou que o País está elaborando um plano estratégico da estância nacional de coordenação que irá servir como orientação na aproximação da saúde animal, ambiental e humana.

Tudo isso, advertiu para que Cabo Verde possa focar na melhoria contínua e poder ter um território “cada vez mais seguro e onde o turista possa vir sem medo”.

Já o especialista em Saúde Pública Júlio Rodrigues, que falou sobre o tema “Controlo das Zoonoses: Importância para a saúde pública”, considerou que é preciso reforçar acções coordenadas entre os parceiros, particularmente, no domínio das doenças que passam de animais para homens existentes em Cabo Verde.

“Neste caso como estamos a falar da abordagem uma só saúde, temos de sair do campo da rede prestação para saber o que o ambiente faz, o que os serviços veterinários fazem e o que outros serviços fazem para podermos dar resposta”, ressaltou, lembrando que sete entre cada dez doenças infecciosas que acometem o homem tem alguma relação com os animais e o ambiente.

Por este motivo, sublinhou, é preciso que se saiba das doenças zoonoses com caracteres fronteiriços qual o seu peso na saúde pública, assim como os existentes no país e que não se sabe da sua existência.

Em Cabo Verde apontou dois exemplos clássicos como a gripe aviária, em que nunca se registou algum caso apesar da sua existência na sub-região, a covid-19, os carrapatos dos cães e os parasitas animais que provocam cisticercose.

A importância destes debates para a saúde pública, segundo disse, tem que ver com a prevenção educando os encarregados da educação e as famílias em como podem educar as crianças em como agir face aos animais doentes.

A maioria das infecções emergentes e reemergentes são zoonoses, daí o cuidado com o aumento das interacções entre humanos e animais, um importante factor no surgimento das doenças zoonóticas e resistência antimicrobiana.

A Semana com Inforpress

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