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XVII Congresso do PAICV: Partidos condenam intolerância política e solidarizam-se com o PAIGC e Domingos Simões Pereira na Guiné-Bissau 09 Abril 2022

Partidos políticos presentes no XII Congresso do PAICV imprimem a sua solidariedade para com o PAIGC e seu líder Domingos Simões Pereira, que vêm sendo, segundo eles, impedidos de exercer de forma livre a política pelo atual regime da Guiné Bissau.

XVII Congresso do PAICV: Partidos condenam intolerância política e solidarizam-se com o PAIGC e Domingos Simões Pereira na Guiné-Bissau

O líder do PAICV foi quem lançou este gesto de solidariedade para com o PAIGC no seu discurso da abertura da magna reunião. «Daqui deste púlpito, daqui da cidade da Praia, queríamos endereçar ao camarada Domingos Simões Pereira e ao PAIGC o nosso abraço de solidariedade e dizer claramente que nós repudiamos todos os atos que ponham em causa o exercício livre da politica e o funcionamento livre dos partidos políticos».

Vivamente aplaudido por perto de 300 delegados, representantes de partidos amigos e demais presentes que encheram o palácio da Assembleia Nacional, Rui Semedo explicou que Domingos Simões Pereira tinha manifestado o interesse de estar presente neste conclave tambarina, mas tal não aconteceu por questão da agenda. Tudo devido à crise político-democrática que se vive na Guiné Bissau – só este sábado deveria chegar à Praia um representante do PAIGC para assistir os trabalhamos do congresso.

«Isto aconteceu num contexto meio estranho. Estranho porque o PAIGC foi impedido de realizar o seu congresso a 19 de março passado. Em democracia há armas claras: há normas, há princípios, há valores. Em democracia as disputas têm de ser feitas com base em regras. Em democracias não podem ser instrumentalizadas instituições para impedir que atores políticos possam exercer de forma livre o seu papel enquanto membros ou responsáveis da organização política», fundamentou o presidente do PAICV.

Na sua mensagem ao Congresso, o presente do MPLA, Manuel Domingos Augusto, também solidarizou-se com o PAIGC e seu líder Domingos Simões Pereira. «Seria uma omissão imperdoável não lamentar as vicissitudes por que passa um dos nossos partidos irmãos – PAIGC e não condenar a intolerância de que é vítima. Para ele, vai toda a nossa solidariedade e apoio», realçou Domingos Augusto, anunciando que o MPLA decidiu, no seu último congresso, propor a reativação das reuniões de coordenação ao nível dos secretários gerais dos partidos dos países africanos da língua oficial portuguesa (PALOP), visando reforçar a troca de experiências e a cooperação entre os mesmos.

O PS-Portugal também esteve presente através de uma delegação chefiada por Carlos César. Este dirigiu uma mensagem ao congresso, em que realçou as relações de amizade entre o seu partido e PAICV e indicou as possíveis áreas importantes para o relançamento da cooperação entre Lisboa e Cidade da Praia. Representantes estrangeiros de outros partidos amigos estavam para chegar, neste sábado, à cidade da Praia a fim de também participarem na magna assembleia.

Já nível nacional, o MpD (poder) e a UCID (oposição) se fizeram representar neste XVII Congresso do PAICV, que vai prosseguir até este Domingo, altura em que serão apresentados as resoluções finais e os novos órgãos nacionais eleitos.

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