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A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Yé-yé de dinheiro que não acaba -I 05 Agosto 2019

Agora que está na moda no país não é a dança de Yé-yé ou o Iê-iê-iê na termo brasileiro, mas sim badju finkadu na tchcon destas ilhas para celebrar «a boa nova» de «dinheiro que não acaba em Cabo-verde», como anunciou o ministro Olavo Correia. De tchacota em tchacota, a malta de Mindelo, que gosta de festa, canta de alegria. Um deles até saiu com esta: - Vai ser «sabe pa kaga», porque vai haver dinheiro para todos os gostos e «depois de sabi morré ká nada»! Mas dois colegas atentos observaram: - Psit, cara! Acorda! Acorda! Este é apenas um discurso de campanha para animar a malta! Enfim, mais resposta para quê!

Yé-yé de dinheiro que não acaba -I

Yé-yé de dinheiro que não acaba –II

Já que há dinheiro que não acaba, criadores de gado e agricultores de zonas rurais – principalmente de Planalto Norte de Santo Antão e interior de Santiago - mandam pedir, através de uma antena do Radar, ao chefe do governo para ordenar:

  • - a distribuição rápida de uma parte dessa dinheiro para darem de comer aos seus familiares que passam fome ou comprarem pastos para salvar os seus animais que morrem devido à seca;
  • - a criação, nos principais centros urbanos, dos 09 mil empregos prometidos para absorver sobretudo os jovens e as mulheres afectados por desemprego;
  • - o financiamento de bolsas de estudos, projectos e formação profissionais para os vários jovens no país.

Em desabafo ao radar, o dito cujo satiriza que não se poder estar «kebradu nem djoza», estando o país «com dinheiro que não acaba», como anunciou o vice-primeiro-ministro e ministro das finanças. E exige uma distribuição justa desse dinheiro. Nos boka ka sta lá!

Primeiro-ministro em exercício

Está sendo contada com fiada, em bares, café e outros locais públicos, a construção da líder da oposição lançada durante o último debate sobre o estado da Nação, de que o país tem um Primeiro-ministro em exercício e ausente. Com isso, Janira Hopffer Almada quis expressar que Ulisses Correia e Silva está a ser ultrapassado pelo actual vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, que vem dando cartas em termos de tomadas de decisões importantes para a governação de Cabo Verde – como se Olavo Correia estivesse a trabalhar com uma agenda política pessoal e própria. Radar só reza para que Olavo Correia não venha a ser vítima de UCS, tal como aconteceu com o afastamento dos antigos ministros José Carlos Fonseca e Eurico Monteiro, na década de 90, em que Carlos Veiga era o chefe do então Governo do MpD. É que, segundo alerta um apaixonado do radar, quem fez, faz e fará!

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